Plenária Nacional dos trabalhadores aprova 10 de novembro como dia de luta, greves e protestos

Foto CSP-Conlutas

É preciso unificar as lutas e recolocar na ordem do dia a Greve Geral

Plenária reuniu representantes de principais centrais

Centenas de metalúrgicos e trabalhadores de outras categorias como petroleiros, metroviários e trabalhadores dos Correios em greve, se reuniram na manhã desta sexta-feira, 29, em São Paulo, numa grande plenária aberta convocada pelos metalúrgicos com o objetivo de organizar e impulsionar a luta contra a reforma trabalhista e demais ataques do governo Temer, como a reforma da Previdência e as terceirizações.

O que já fizemos, nas nossas campanhas salariais, no dia 14 de setembro, já começou a demonstrar resultado, porque em diversas categorias, em diversas bases, já tem acordo proibindo a aplicação da reforma trabalhista, proibindo a terceirização; se os patrões achavam que iriam vir aplicar essa reforma facilmente, estão encontrando uma pedreira“, discursou Luiz Carlos Prates, o Mancha, pela CSP-Conlutas, referindo-se ao dia nacional de mobilizações realizado pelos metalúrgicos este mês e ao processo de lutas desencadeado nas campanhas salariais dos metalúrgicos que vem barrando, na prática, a aplicação da reforma trabalhista nas fábricas.

Os trabalhadores da indústria vêm se articulando através dos sindicatos, federações e confederações de diversas centrais para unificar as campanhas salariais e impulsionar uma luta unitária contra os ataques do governo e em defesa dos empregos, no que vem sendo chamado de movimento “Brasil Metalúrgico”. O dia 14 de setembro foi o primeiro passo. Os trabalhadores aprovaram agora, junto a outros setores, um chamado a um grande dia nacional de protestos e paralisações para o dia 10 de novembro, véspera do dia em que a reforma trabalhista entra em vigor oficialmente.

A classe operária e a classe trabalhadora precisam construir uma grande Greve Geral para impedir a reforma da Previdência, impedir que a reforma trabalhista seja aplicada não só na indústria, mas em lugar nenhum, para revogar essa reforma safada“, defendeu Mancha. Os operários da base metalúrgica, grande parte base da Força Sindical, alternavam palavras-de-ordem de “Fora Temer” com “Greve Geral”.

Ao final, os trabalhadores realizaram uma passeata contra a retirada de direitos.  “A tarefa histórica nossa colocada a partir de hoje é, apoiado na força da Greve Geral do dia 28 de abril, apontar novamente o caminho das ruas, o caminho da luta, e mais uma vez demonstrar pro Brasil e para o mundo que o caminho da unidade da luta não só é necessária como ela é capaz“, afirmou Atnágoras Lopes, também da CSP-Conlutas.