Muitas pessoas esperam ansiosamente o fim do ano. 2020 não deixará saudades. A face brutal do capitalismo apareceu com um impacto terrível sobre a vida- e a morte- das pessoas.

A maior pandemia da história desde a gripe espanhola de 1918, se combinou com a maior recessão mundial desde a depressão de 1929.

A pandemia já matou 1,7 milhões de pessoas nos números oficiais, que podem ser realmente 7 a 8 milhões de pais, mães, filhos, esposas. Quase dez milhões de tragédias irreparáveis. 75 milhões de infectados -admitidos pelos governos- que devem chegar realmente a 300-400 milhões de pessoas.

Os governos de todo o mundo suspenderam as quarentenas parciais para preservar os lucros das grandes empresas. Os resultados são brutais, com recordes de novos casos infectados e de mortes. Os EUA seguem no epicentro da pandemia mundial, enquanto a Europa vive uma segunda onda que desmascara a “normalização” dos governos.  Nos países semicoloniais, ainda segue com força a primeira onda. Até que a vacinação em massa consiga imunizar 70% da população- o que possibilitaria a imunidade de rebanho- vários milhões ainda morrerão.

A recessão mundial vai derrubar a economia em 2020 , com uma queda prevista de 4,4%. Mais do que o dobro da recessão mundial de 2007-09 (-1,7% em 2008). Um rastro de centenas de milhões de desempregados amplia a barbárie nos bairros pobres de todo o mundo.

Os trabalhadores e trabalhadoras são os mais golpeados. Os setores oprimidos pelo racismo, xenofobia, machismo, LGBTfobia são ainda mais atingidos.

A gravidade desse momento histórico vai ficar marcada na consciência das massas. Mas deveria ser entendida em toda sua profundidade como expressão do capitalismo. Essas pandemias são resultantes da exploração desenfreada da natureza. As mortes poderiam ser muito menores se os sistemas de saúde não tivessem sido destruídos pelos planos neoliberais.  A recessão não foi causada pela COVID-19, mas pela própria dinâmica do capitalismo.

O capítalismo matou milhões! Morte ao capitalismo! A disjuntiva socialismo ou barbárie mostrou em 2020 como nos aproximamos da barbárie. Se existe uma lição a tirar dessa tragédia monumental é que o socialismo é mais atual que nunca.

Os trabalhadores, os jovens dos bairros pobres começaram grandes lutas em muitos países. A mais espetacular de todas foi o ascenso por varias semanas nos EUA após o assassinato de George Floyd, pela violência racista da polícia. Tivemos ascensos importantes em vários países como Chile, Colômbia, Peru, Bielorussia e outros países. No meio do impacto brutal da pandemia, uma chama de rebeldia vai se estendendo no mundo.

Para apontar uma alternativa revolucionária, apresentamos, desde a LIT, um Programa de Emergência para enfrentar a pandemia e a recessão mundial.  Esperemos que 2021 nos traga massas de trabalhadores em movimento, com a extensão da rebeldia e da revolução.

Nesse especial publicamos uma série de artigos do site da LIT, retratando 2020, desde a pandemia até as lutas que ocorreram. Boa leitura.

PANDEMIA

Coronavírus: O capitalismo mata

LIT-QI: Programa de Emergência contra a pandemia e a crise econômica

Reforma ou revolução em tempos de pandemia

Diante da catástrofe capitalista, a saída é a planificação econômica socialista

A verdadeira cara do “novo normal”

Só o socialismo poderá libertar a saúde e a ciência das garras do capitalismo

Depois de controlar a pandemia, a Europa em plena segunda onda. Como chegamos a isso?

Em defesa da vacina e da vacinação obrigatória contra a COVID-19

Sobre as teorias da conspiração e regimes autoritários