Nascimento é Motorista, líder sindical, perseguido e demitido por conta de sua trajetória de luta | Foto: PSTU Paraíba

O PSTU tem a grata satisfação de apresentar para os/as trabalhadores/as da Paraíba a pré-candidatura do companheiro Antonio Nascimento ao governo do Estado. É o único candidato ligado às lutas da classe trabalhadora que defenderá um programa socialista e revolucionário ao governo da Paraíba. O pré-candidato a vice-governador é Antonio Radical, servidor público estadual da Paraíba e do município de Bayeux.

O PSTU impulsiona o Polo Socialista e Revolucionário, acordo entre organizações políticas e dirigentes que tem essa compreensão. Em nível nacional, o Polo está representado pela pré-candidatura de Vera para a presidência do país. É necessário que a classe trabalhadora tenha um programa que se contraponha às alternativas que, sendo de direita ou de esquerda, querem manter o domínio dos capitalistas sobre a sociedade, afundando-a na sua própria crise.

Por uma alternativa socialista e revolucionária

João Azevedo foi eleito em 2018 na esteira do sucesso político e eleitoral do ex-governador Ricardo Coutinho, ambos na época no PSB. Porém, poucos meses após a eleição, explodiu a “Operação Calvário”, impulsionada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público da Paraíba (Gaeco-MP) e que colocou em xeque o ex-governador Ricardo Coutinho e vários de seus aliados, inclusive o atual governador, João Azevedo, que teve o Palácio da Redenção ocupado para busca e apreensão de documentos relativos à esta operação e seu nome envolvido em várias delações feitas por ex-secretários estaduais de Ricardo Coutinho e também de João Azevedo, como Livânia Farias, Ivan Burity, Waldson de Souza, dentre outros.

Para relembrar, a “Operação Calvário”, ainda em vigor na Justiça Estadual, investiga o desvio milionário de recursos públicos na saúde e educação públicas na Paraíba.
Foi esse escândalo político que teria levado João Azevedo ao governo do Estado e o levado a governar a serviço dos ricos e dos patrões, mantido e ampliado à base da política de isenções e benefícios para grandes empresas e o agronegócio, além de impor um arrocho salarial ao conjunto do funcionalismo e o desmonte do serviço público, vide o sucateamento cada vez maior de empresas como a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa).

Na pandemia, em seu momento mais crítico, não garantiu medidas de distanciamento e causou mais problemas, como a falta de respiradores no auge da pandemia, além de fechar um hospital de campanha, se igualando a Bolsonaro (PL), colocando o lucro acima das vidas. Isso sem falar no não combate ao crescimento da dívida pública da Paraíba que, em seu governo, só fez crescer. Segundo dados do Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi), órgão ligado ao Tesouro Nacional, entre 2019 – quando João Azevedo assumiu o governo da Paraíba – a 2021, houve um crescimento de 14,78% na dívida pública paraibana, chegando atualmente a cifra de R$ 5.133.404.404,50.

Isso faz com que cada paraibana(o) esteja devendo, neste momento em 2022, a quantia de R$ 1.264,41. Mais do que um salário-mínimo atual!

A Paraíba vive um verdadeiro caos para a classe trabalhadora, com uma taxa de 53% da população vivendo na informalidade – de acordo com o “Boletim Desigualdade nas Metrópoles”. A Paraíba é o segundo Estado brasileiro com maior desigualdade entre os 10% mais ricos e os 40% mais pobres, além da taxa de analfabetismo no Estado ser a segunda maior no país (16,1% em 2019, segundo a PNAD Contínua).

É necessário romper com a dívida federal, que já foi paga. Romper com os compromissos com os ricos, as isenções a empresas, que só pioram a vida do povo trabalhador, com sucateamento e desmonte da saúde, educação e nenhuma política de combate ao desemprego.

É preciso acabar com a prática assassina das lideranças camponesas em nosso Estado, que ocorre há décadas e continuam acontecendo às vistas grossas das autoridades, que nada fazem para impedir a escalada da violência no campo. Em 2018, duas lideranças rurais foram assassinadas, mas, em todo o país, a violência na luta pela terra e pela reforma agrária continua promovendo ameaças às famílias sem-terra que continuam nesta luta, apesar da violência dos jagunços contratados pelos fazendeiros que estão cada vez mais armados pela política armamentista do governo Bolsonaro, vide a luta das famílias do Lote 96, em Anapu, no Pará.

Nascimento: motorista, líder sindical, perseguido e demitido por conta de sua trajetória de luta

Diante da situação da classe trabalhadora, muitos desempregados passando fome, e os que têm emprego vivendo com baixos salários, corroídos pela inflação, é necessária uma alternativa que represente a luta e um programa socialista.

A candidatura de Nascimento representa de forma categórica essa alternativa. Sua trajetória de coragem e enfrentamento aos ricos e poderosos, sempre coerente ao lado da classe trabalhadora. Um companheiro de fibra e socialista, carrega consigo o legado das lutas dos lanceiros negros aos/às trabalhadores/as do campo e da cidade.

Nascimento é motorista perseguido pelos patrões da Paraíba por conta de sua defesa intransigente na defesa dos direitos e conquistas dos rodoviários do nosso Estado. Atualmente, é uma liderança da Oposição Rodoviária da Paraíba onde, junto com outros valorosos companheiros, luta para garantir os mínimos direitos da categoria, combatidos pelos empresários do transporte e não tão bem defendidos pelo sindicato da categoria, que mais funciona como uma força auxiliar dos patrões do que como um legítimo representante dos trabalhadores.

Ao lado da categoria, já dirigiu importantes lutas na defesa dos direitos dos trabalhadores rodoviários e das lutas gerais da classe trabalhadora paraibana e brasileira, contra os ataques dos patrões e do governo. Atua na construção da CSP-Conlutas junto com a Oposição Rodoviária da Paraíba e com um coletivo de trabalhadores do transporte em todo o país.

Combater os candidatos bolsonaristas na Paraíba e ser alternativa ao bloco de conciliação de classes

Atualmente, temos cinco pré-candidaturas postas para avaliação da classe trabalhadora paraibana. Adjany Simplicio (PSOL), João Azevedo (PSB) – candidato à reeleição -, Nilvan Ferreira (PL), Pedro Cunha Lima (PSDB) e Veneziano Vital do Rego (MDB). Com a entrada do companheiro Nascimento, representando o PSTU e o Polo Socialista Revolucionário, teremos um sexto nome nessa lista.

Dos 5 primeiros nomes, temos dois blocos contrapostos e distintos. De um lado, temos os candidatos alinhados com Bolsonaro e com a defesa explícita do regime atual, como Nilvan Ferreira (PL), notório defensor do governo Bolsonaro na Paraíba e de todas suas políticas, sem exceção, além do nome do deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB), que já chegou a flertar com Bolsonaro durante uma inauguração de obra no interior da Paraíba, recentemente. Apesar de posar como “oposição” ao governo Bolsonaro , defende a manutenção do regime tal qual ele está, com algumas modificações.

De outro lado temos os candidatos alinhados com o projeto Lula-Alckmin. Prometem reeditar os governos do PT que, apesar de terem feito algumas concessões para os mais pobres por um período, beneficiou os banqueiros e agronegócio enquanto atacava direitos da classe trabalhadora, vide a reforma da previdência. Nesse bloco estão João Azevedo (PSB), atual governador candidato à reeleição, o senador Veneziano Vital do Rego (MDB) e, correndo muito por fora nessa disputa, a pré-candidata do PSOL, Adjany Simplício (PSOL), que já construiu uma chapa para 2022 com a UP e a Rede. João e Veneziano travam abertamente, há meses, uma disputa para terem a preferência de Lula e do PT na campanha deste ano, coisa que ainda não obtiveram. O certo é que Lula terá, na Paraíba, três palanques eleitorais em 2022.

Apesar de serem blocos rivais, especialmente no que toca ao projeto de ditadura de Bolsonaro, tem um ponto em comum: não rompem com os interesses dos bilionários e dos banqueiros. Com esse tipo de compromisso, vão manter o Estado numa decadência que se abate especialmente sobre os/as trabalhadores/as, os mais pobres, os setores oprimidos e os desempregados. Especialmente quando o assunto é o não pagamento da dívida pública. Aí, a união entre os dois blocos é total.

Não há saída, para o Brasil e a Paraíba, sem o socialismo e a revolução

A classe dominante, em especial a ultradireita, demonizou o socialismo, baseados no que foram os antigos Estados como a ex-URSS e outros. Ocorre que aqueles países nunca tiveram o verdadeiro socialismo, que pressupõe a liberdade e o poder da classe trabalhadora e não a ditadura de uma burocracia governamental.

Por outro lado, correntes que se dizem de esquerda abandonaram a perspectiva socialista, que passaram a considerar utópica, e aceitam governar o capitalismo, com a promessa de melhoria de vida.

O PSTU afirma que não há nada mais utópico do que considerar que as condições de vida vão melhorar no atual capitalismo decadente, que prepara novas pandemias, mais desemprego e fome, novas guerras, como a que ocorre atualmente na Ucrânia, com a brutal invasão russa protagonizada por Putin.

O programa que propomos parte de uma ideia simples. Quem produz tudo na sociedade pode resolver todas as demandas sociais se estiver no controle do Estado e das empresas, rompendo com o imperialismo estrangeiro, tirando dos bilionários para financiar obras públicas e acabando com o desemprego.

O que impede a realização desse programa é o fato de que a classe trabalhadora não tenha essa consciência, fruto também do abandono do PT e outros partidos de esquerda de um programa de ruptura com o capitalismo.

As candidaturas da Vera e de Nascimento se colocam a serviço da luta dos/as trabalhadores/as e com estes/as queremos construir nosso programa, representando o PSTU e o Polo Socialista Revolucionário. na Paraíba.

O pré-candidato a vice-governador é Antonio Radical, servidor público estadual da Paraíba e do município de Bayeux e professor aposentado por invalidez em ambos os locais e ativista do movimento dos trabalhadores.