Setorial dos Rodoviários do PSTU Ceará

É um erro a atitude da prefeitura de Fortaleza, comandada por Sarto Nogueira (PDT) retirar os trabalhadores rodoviários da próxima fase de vacinação.

Defendemos a vacinação imediata de toda a população, mas diante da atitude dos governos, especialmente do Bolsonaro, que dificulta a vacinação da população, é importante garantir vacina para aqueles que sempre estiveram entre os setores prioritários que não entraram em nenhuma fase do isolamento.

Os rodoviários chegaram a fazer parte do quarto grupo prioritário, que inclui trabalhadores da educação, funcionários do sistema prisional, pessoas em situação de rua e outros profissionais do transporte como aeroportuários. A incorporação nessa quarta fase já havia sido resultado da luta da categoria pela vacinação. Mas a prefeitura resolveu retirar os trabalhadores do transporte desse grupo que está sendo vacinado nesse momento.

Segundo informações do Sindicato dos Rodoviários do Ceará (SINTRO), cerca de vinte motoristas já morreram, vítimas do Covid. O trabalho desses profissionais os expõe a passar o dia dirigindo ônibus superlotados, porque os empresários mantiveram durante quase toda a pandemia a frota reduzida para aumentar seus lucros.

Segundo Flávio Braz, diretor do SINTRO e da Executiva Estadual da CSP Conlutas, “a greve da categoria que está marcada para começar na madrugada da segunda pra terça da próxima semana tem a importância de, alem de lutar pela reposição das nossas perdas salariais, também lutar pela vida dos trabalhadores e em defesa da vacina imediata, não aguentamos mais ver os nossos companheiros morrendo por dirigirem ônibus lotados”.

A luta dos trabalhadores rodoviários por vacina é parte da luta do conjunto dos trabalhadores brasileiros contra o governo Bolsonaro, que é o principal responsável pelos quase meio milhão de brasileiros mortos pelo Covid-19. As mobilizações que estão acontecendo no Brasil pelo Fora Bolsonaro, e que terá um novo protesto no dia 19 de junho, precisa ser fortalecido, inclusive pelos trabalhadores rodoviários, com defesa da vacina, do auxilio emergencial de R$ 600 e pelo Fora Bolsonaro.