Foto: Karoline Barreto / CMBH
Redação

Rodoviários de Belo Horizonte iniciaram uma greve na manhã de hoje. A categoria reivindica aumento de 8,2% no salário, como se paga na Grande BH; volta do recebimento do tíquete-alimentação durante as férias; aumento de 30 minutos no intervalo de repouso; e diminuição da jornada de trabalho para 6 horas diárias. São 7 horas atualmente.

A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de BH e Região (STTR-BH) na última sexta-feira, dia 13, após não ter avanço nas negociações com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra-BH), entidade patronal. O STTR-BH ressalta que um acordo já foi fechado na região metropolitana com um índice de 8,2%, mas o sindicato patronal oferece 7,19% aos trabalhadores rodoviários da capital. Isso significaria que o motorista de Belo Horizonte receberia menos que os trabalhadores das cidades vizinhas.

“O sistema de transporte coletivo por ônibus será paralisado no intuito de chamar a atenção da sociedade, do poder concedente e das demais autoridades quanto a intransigência dos empresários que, entre outras coisas, querem submeter aos trabalhadores de BH um salário inferior ao que é praticado nas cidades da região metropolitana”, diz a nota convocatória à greve publicada no site do STTR-BH.

“Vale ressaltar que o STTRBH já tinha convocado a greve para o dia 26 de dezembro. Entretanto, acatando uma determinação do Tribunal de Justiça, o movimento foi suspenso para uma nova tentativa de negociação. Porém, o sindicato patronal não avançou nas discussões e praticamente decretou o impasse, não restando outro caminho para entidade”, ressalta a nota.

“Entendemos o impacto da paralisação para toda população, mas o momento requer uma ação contundente e expressiva para buscar os direitos dos trabalhadores rodoviários”, finaliza.

Solidariedade

Emitimos nosso apoio à greve dos trabalhadores rodoviários de BH, que lutam por melhores salários e melhores condições de trabalho, frente à ganância dos empresários que estão preocupados apenas com o lucro.

A população de BH vem sofrendo com a precarização do serviço, com a superlotação e a uma tarifa alta. Os cobradores nos veículos são uma raridade, a idade máxima da frota já chega a absurdos 12 anos, linhas e principalmente horários que dão prejuízos, principalmente os noturnos, são sumariamente cortados. Causando transtornos à população.

Transporte público não é visto como um direito da população, mas tão somente um serviço a ser entregue às concessionárias e grandes empresas. Estas, para maximizarem seus lucros, precarizam o serviço e rebaixam os salários de seus funcionários, expondo-os ainda a jornadas de trabalho extenuantes e péssimas condições.

Defendemos investimento público e a estatização do transporte para garantir a melhoria do serviço e a redução dos preços das tarifas, pois transporte público é um direito e não mercadoria.