Pagu (Patrícia Rehder Galvão) foi uma mulher que marcou sua época, sendo referenciada como símbolo da luta das mulheres e eternizada em músicas e outras expressões, como peças teatrais e filmes. Em 2022 se completará 60 anos de sua morte precoce (12/12/1962), com apenas 52 anos, em Santos (SP), onde foi pioneira e promotora do Festival de Teatro Amador de Santos (FESTA), cuja primeira edição se deu em 1958, evento fundamental para a existência do Teatro Municipal da cidade.

Pagu é emblemática na história política, cultural e das mulheres no Brasil:

“A mulher de cores antropofágicas, que tão jovem se uniu aos artistas modernistas para redefinir os rumos da arte no Brasil e no mundo. Lá se encontra a militante revolucionária, tantas vezes perseguida por defender o ideal de sociedade justa e igualitária. Lá está ‘a musa trágica da revolução’, na definição de Carlos Drummond de Andrade”. (Santana, 2010).

Esse lugar foi conquistado não só por sua ousadia, seu brilhantismo artístico e literário, sua atitude libertária, mas também por suas ações e perseguições sofridas e sua coragem. Teria sido a primeira presa política brasileira após participar de uma greve dos estivadores de Santos, em 1931, onde um operário morreu em seus braços, quando foi renegada pelo Partido Comunista Brasileiro (PCB) como “agitadora individual, sensacionalista e inexperiente”. Esta foi apenas a primeira de mais de 20 prisões que sofreu ao longo de sua vida militante.

Mas o que fez de Pagu nossa musa inspiradora – ela que foi considerada a musa do movimento da Antropofagia – além de sua trajetória, foi sua obra Parque Industrial (1933). Nele, usou o pseudônimo Mara Lobo, por exigência do PCB, apesar de Pagu ainda seguir em suas fileiras (sua ruptura com o partido só se concretizou em 1939). Considerado o primeiro “romance proletário” (subtítulo na 1ª edição) publicado no Brasil, nele nós temos um retrato da vida e do trabalho das operárias do Brás, bairro operário de São Paulo, conhecido por Pagu em sua militância política e cultural.

Para Keneth D. Jackson, Parque Industrial “trata-se de um romance marxista e feminista que critica e retrata os problemas humanos do desenvolvimento industrial”, sendo “um importante documento social e literário, com uma perspectiva feminina e única do mundo modernista de São Paulo.” (Campos, 1982, p. 287 e 290).

Tomando-o, assim, como um documento social, nos limites deste artigo buscamos trazer a narrativa feita por Pagu sobre as condições de vida das operárias da década de 1930, buscando trazer com essa “luz” sobre sua obra tão desconhecida à reflexão: o que permaneceu e o que mudou na realidade da mulher operária no século XXI?

Ao mesmo tempo, tentamos com tal reflexão demonstrar que o machismo, como expressão da ideologia, se materializa cotidianamente em todas as esferas da sociedade, definindo mecanismos de exploração econômica, impondo normas e padrões de comportamento, submetendo a mulher ao poder masculino em casa, no trabalho, no sindicato, no partido, nas ruas. Mecanismos explícitos ou sutis, que permanecem ou se refazem ao longo do tempo, e que produzem reações e experiências entre as mulheres. Como nos disse Trotsky (1938), “a posição da mulher é o indicativo mais claro e eloquente para avaliar um regime social e a política do Estado”.

Desde Pagu às operárias por ela narradas, às mulheres de hoje, temos vivências femininas que se diferenciam conforme a classe social a que pertencem, mas que guardam em comum a opressão a que são submetidas.  Nessa perspectiva, assim como Pagu, acreditamos que qualquer política visando a superação das desigualdades sociais, alimentadas pelo capitalismo e profundamente enraizadas em nossa história, precisa aliar a luta contra a opressão à luta contra a exploração:

“O fim é a libertação do homem desde as suas bases de pão e de abrigo, de amor e de sonho, de aspiração e criação, até que se transformem as relações de semelhante a semelhante, e se estabeleça em toda a plenitude a dignidade de uma paz e de uma solidariedade contritamente vividas.” (Verdade e Liberdade, 1950).

Outras dimensões fundamentais da produção intelectual de Pagu, também pouco iluminadas até hoje, se referem à sua atividade como crítica literária e jornalista. Em especial sua crítica ao movimento “realismo socialista”, propagado desde a União Soviética e a III Internacional burocratizada sob o governo de Stalin, a partir da década de 1930.

Tal estilo se fez presente na produção literária de autores no Brasil a partir dos anos 1940, influenciados pelo PCB, contra os quais Pagu pregou a liberdade e a independência dos escritores – na perspectiva da revolução socialista, única capaz de libertar definitivamente a arte -, repercutindo nas páginas do Jornal Vanguarda Socialista as elaborações dos artistas André Breton e Diego Rivera, em parceria com Leon Trotsky, expressas no Manifesto Por uma arte revolucionária e independente de 1938.

Muito mais poderíamos apresentar sobre esta grande mulher e sua contribuição para nossa história política e cultural, mas já é o bastante para esse desvelar e para o convite a se descobrir suas várias facetas. E como disse Raul Bopp, em 1928: “Eh, Pagu, eh!”

Mulheres no Parque Industrial

Maria Valéria J. Pena (1981) analisa o processo de industrialização no Brasil e a incorporação do trabalho feminino, visto como essencial na organização social e no processo de acumulação de riqueza:

“A partir de meados do século XIX, quando as primeiras fábricas têxteis começaram a ser fundadas, uma nova categoria de emprego, a de operária, abriu-se para a mulher dos mais baixos estratos sociais. (…) Assim, por exemplo, em São Paulo, o recenseamento de 1872 mostrou que dos 10.256 operários da indústria de algodão, 9.514 eram mulheres”.

Da mesma forma, o capitalismo no Brasil se aproveitou do racismo introjetado na sociedade após séculos de escravidão africana para superexplorar não só afrodescendentes, como o conjunto da classe trabalhadora:

“Depois de 1888, mulheres negras continuariam a trabalhar como arrumadeiras, cozinheiras, ajudando a tomar conta de doentes, lavadeiras, vendedoras ambulantes e, algumas vezes, prostitutas. (…). Ser negra, ao mesmo tempo que mulher, consistia em uma dupla desvantagem”. (Hahner apud Pena, 1981, p. 112)

Portanto, o desenvolvimento da paisagem urbano-industrial no Brasil deu lugar a uma classe operária com um pobre poder aquisitivo, mesmo para suas mínimas necessidades, com uma extensa jornada de trabalho e péssimas condições de vida.

“A maioria dos trabalhadores industriais e urbanos na cidade de São Paulo morava mal, alimentava-se deficientemente e se vestia precariamente até meados da década de 30”. (Guzzo, 1987, p. 26)

Nesse contexto, fica nítida a pior condição vivida pelas operárias, setor majoritário no maior setor industrial da capital – o têxtil – que necessitava trabalhar mais horas para atingir uma remuneração próxima aos homens operários.

É essa dura realidade que Pagu, com pinceladas muito fortes, nos apresenta em  Parque Industrial, demonstrando através de seus personagens elementos sobre o cotidiano da vida e do trabalho das mulheres daquele tempo:

“A estatística e a história da camada humana que sustenta o parque industrial de São Paulo e fala a língua deste livro encontram-se, sob o regime capitalista, nas cadeias e nos cortiços, nos hospitais e nos necrotérios.” (p. 15-16).

Estaria exagerando? Conforme Guzzo (1987), desde o final do século XIX as condições de saúde dos trabalhadores em São Paulo eram precárias, ainda que nas décadas de 1920-30 as epidemias tenham se tornado mais raras. A falta de saneamento nos bairros operários e pobres, somado à precariedade alimentar e habitacional, fazia com que a contaminação e a mortalidade infantil fossem maiores e os índices de febre tifóide, desinteria, sarampo, lepra, meningite e tuberculose altos.

Os tanques comuns do cortiço estão cheios de roupas e de espuma. No capim, meia dúzia de calças de homem e algumas camisolas rasgadas. Mão esfoladas se esfolam. Criancinhas ranhudas, de um loiro queimado, puxam as saias molhadas”. (p. 81-82)

O cortiço, além de moradia operária, também abrigava trabalhadores pobres e desempregados, partilhando suas necessidades, suas desventuras, sua batalha diária pela sobrevivência. Junto com outras formas precárias de moradia, eram as únicas alternativas de habitação disponíveis a uma população urbana crescente, particularmente nos bairros próximos às fábricas, como o Brás, Bexiga, Ipiranga, Mooca, Bom Retiro.

Sobre violência e privações vividas no dia a dia das trabalhadoras, a personagem Corina, uma operária negra, é a que figura com a trajetória mais trágica e sofrida no romance Parque Industrial, passa por conflitos com o padrasto, fome, exploração sexual e se volta à prostituição após ter engravidado e ser abandonada por Alfredo, o burguês que depois irá aderir ao comunismo. Mas Corina não vivencia as lutas de sua classe, se ilude com a perspectiva de um casamento rico, torna-se a própria vítima do destino reservado às mulheres que não se conscientizam de seu papel transformador na sociedade. Esse é o sentido da personagem criada por Pagu que, por fim, termina na sarjeta.

Mas, afinal, que perspectivas de vida se abriam às mulheres naquela época? Como nos diz Bárbara Weinstein (1995, p. 146):

“O emprego fora de casa era constantemente descrito como uma necessidade lastimável, mas inevitável (inclusive nas revistas e associações femininas). Nesse sentido, estava em questão o tipo de trabalho considerado adequado ou aceitável com relação às mulheres. Talvez com a única exceção das prostitutas, a figura feminina mais estigmatizada ou problematizada no setor trabalhista era a operária industrial”.

Como parte das “classes perigosas”, dentre todas as mulheres, provavelmente as que despertavam mais ódio aos poderosos eram as operárias. Elas estavam na vanguarda das lutas e mobilizações que se realizavam desde o início do século, eram elas que deveriam ser disciplinadas e colocadas no seu devido papel de mães e esposas submissas. Em Pagu, vemos operárias que participam ativamente de greves, do sindicato, do partido, como Otávia e Rosinha Lituana, ou que vacilam em trilhar esse caminho, sempre enfrentando o dilema da dura condição de serem mulheres.

Todas elas com uma realidade de trabalho duro, com forte vigilância, o assédio sexual, o medo diante do enfrentamento com os patrões e a polícia, a preocupação com os filhos, os raros momentos de lazer, a conscientização, a luta. Nada muito diferente dos dias de hoje. Podemos apontar muitos outros flagrantes presentes em Parque Industrial que em muito se assemelham aos tempos atuais. Mas não poderíamos deixar de ilustrar as ironias de Pagu acerca do feminismo burguês de sua época, presente também em outros escritos:

Acorda com o alvoroço de mulheres entrando. São as emancipadas, as intelectuais e as feministas que a burguesia de São Paulo produz. (…)
– O voto para as mulheres está conseguido! É um triunfo!
– E as operárias?
– Essas são analfabetas. “Excluídas por natureza”. (p. 76-78)

Vemos o quanto distante das “mulheres do povo” estavam as sufragistas, e o quanto Pagu tinha nitidez quanto à dimensão classista da luta das mulheres. Sobre esse aspecto, Susan K. Besse (1999, p. 203) nos dá uma ideia precisa do que representava o pensamento de Pagu e de uma grande feminista anarquista a ela contemporânea:

“Muito à frente de sua época e isoladas até mesmo entre si, Maria Lacerda Moura e Patrícia Galvão foram gradativa mas sistematicamente marginalizadas. Sua visão revolucionária como mulheres não se ajustava nem aos projetos dos partidos políticos de esquerda das décadas de 1920 e 1930, nem aos programas das feministas brasileiras organizadas”.

Vanguarda Socialista e a Literatura Traída

Após anos de prisão e tortura sob a ditadura de Getúlio Vargas, em 1940 é libertada e rompe com o PCB. Entre 1945-46 passou a desferir profundas críticas a autores, jornalistas e intelectuais nas páginas do jornal Vanguarda Socialista, um semanário editado no Rio de Janeiro, mas que circulava em outras capitais e cidades, dirigido por Mario Pedrosa, Hílcar Leite e outros trotskistas, chegando a 20 mil exemplares vendidos.

Abaixo transcrevemos um trecho da edições de sua coluna, escritas entre agosto 1945:

“Jorge Amado escolheu os caminhos fáceis da literatura documentária, aquela que se apropria do fabulário ingênuo com que o povo borda as suas conversas, inventando imagens, acrescentando detalhes, contando casos, intrigas, crimes, desde o anedotário menos importante dos campos e das ruas, até os dramas do adultério e da prostituição. Não é um escritor de imaginação: o que ele narra é o produto do que recolheu e que aproveita num rosário entremeado de sentimentalismos melosos, num ecletismo de brique-a-braque, em que tudo vale, porque falece ao ousado jovem qualquer discernimento seletivo. (…) Seu sucesso literário apoia-se, portanto, entre as muletas da exploração sentimentalesca e a perversão erótica, disfarçada é verdade, entre o amor físico em grosso modo, ou a brutalidade de um realismo caricaturalmente primário. (…) A literatura de Jorge Amado é igual à má literatura acadêmica. Não toma pé no tempo, não conhece uma técnica, uma renovação, um processo de expressão adequado ou pessoal, em que transpareça uma ressonância da literatura moderna…” (O carinhoso biógrafo de Prestes.Vanguarda Socialista, Ano I, nº1, 31 de agosto de 1945)

Pagu bem soube manusear as armas da crítica na crítica à arte de sua época. Mas ela ousou mais.

Pagu militante

Em 1950 Pagu concorreu em São Paulo a Deputada Estadual pelo Partido Socialista Brasileiro (partido fundado em 1947, com adesão de uma fração trotskista liderada por Mário Pedrosa). Em seu panfleto Verdade e Liberdade, ilustrado com seu retrato desenhado por Portinari, temos um depoimento profundo e inquietante sobre sua vida na prisão e sua luta contra o stalinismo:

“(…) era uma gente que não tinha remorsos e nem dramas de consciência; não assaltava ninguém para torturar, como os meus companheiros de presídio político do Rio, esses que possuíam pregos para fincar na minha cabeça, e na ponta de cada prego a palavra SIM. Ao que eu respondia NÃO.
Aqueles que afirmavam que o Partido estava certo, que eu precisava ceder, que eu devia me curvar à palavra de ordem: SIM. ‘Sim, porque Você não tem razão’.
E eu respondia invariavelmente: NÃO.
Estava treinada: em 1935, em Paris, pela primeira vez, o processo de intimidação fora lançado através de grandes cartazes com a cara de Stalin e uma legenda apenas: STALIN TEM RAZÃO.
Agildo Barata, o chefe dos verdugos, pregava então os pregos na minha cabeça: ‘Sim, você não tem razão. Obedeça’.
NÃO, NÃO, NÃO e NÃO.
Passaram-se as horas e os dias e as semanas e o sangue escorrendo e os verdugos se revezando para me vencerem ou me enlouquecerem.
Descansava no hospital e voltava para a tortura. Pior que a Polícia? Não: métodos diferentes, mas tão extenuadores, ou mais, do que os da Polícia.
Agora, na Detenção de São Paulo, estava livre desses percevejos. Uma assassina chorava me olhando, um monte de ossos que fora ali jogado.
A singularidade da minha presença era incompreensível para aquelas mulheres: como? Não tinha matado? Não tinha roubado? Que fizera então?
E não compreendiam que houvesse CRIME POLÍTICO. Sem mentira e sem hipocrisia sabiam por que estavam condenadas e não queriam torturar ninguém: não despertavam, pois, o asco que os dirigentes stalinistas inspiravam no contato das conversas para enlouquecer ou para convencer, com os pregos que diziam: SIM.
E eu respondia: NÃO.
Agora numa noite de julho de 1940, soltaram-me. Fiquei mais alguns meses além do que me condenara o TRIBUNAL DE SEGURANÇA. Eu não prestara homenagem ao Interventor Federal em visita à Casa de Detenção. Um Adhemar de Barros.
(…)
HARRY BERGER sofreu muito; sofreu talvez mais que todos. MAS, FELIZMENTE, ENLOUQUECEU.
Acabou o tormento. Anestesiou-se.
Outros se mataram. Outros foram mortos. Também passei por essa prova. Também tentaram me esganar em muito boas condições.
Agora, saio de um túnel.
Tenho várias cicatrizes, mas ESTOU VIVA.” (Por que aceitei voltar, 1950)

E, viva assim, Pagu seguirá se dedicando ao jornalismo, a traduções de autores inéditos no Brasil, à crítica literária, resenhas, escrita de poesias, crônicas e a uma nova paixão: o teatro.

Resgatar sua memória, seu legado e sua história é reafirmar que a luta contra o machismo, como prática explícita ou sutil de submetimento e subestimação da mulher, há que ser uma prática cotidiana, em todos os espaços em que se vive. Só é possível falar em libertação e emancipação plena da mulher trabalhadora quando a luta contra o machismo se unir definitivamente à luta contra o capital, sem atalhos ou conciliações de classe. Finalizando, Pagu:

O que você está falando, menina?
Estou falando que.
Que o quê?
Que.
Vamos dizer que a menina, minha amiga
Pretenderia o quê?
Que.

Publicado originalmente no Blog do CAS

REFERÊNCIAS
BESSE, Susan K. Modernizando a Desigualdade: Reestruturação da Ideologia de Gênero no Brasil, 1914-1940. São Paulo: EDUSP, 1999.
BRETON, André; TROTSKY. L. Por uma arte revolucionária independente. São Paulo, Paz e Terra/CEMAP, 1985.
CAMPOS, Augusto de (org.). Pagu: Vida-obra. São Paulo: Brasiliense, 1982.
GALVÃO, Patrícia. Parque industrial. Mara Lobo/Patrícia Galvão. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.
GUZZO, Maria Auxiliadora Dias. A vida fora das fábricas: cotidiano operário em São Paulo (1920/1934). Rio de Janeiro, Paz e Terra, 1987.
PENA, Maria Valéria Junho. Mulheres e trabalhadoras: presença feminina na constituição do sistema fabril. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1981.
PERROT, Michelle. Os excluídos da história: operários, mulheres e prisioneiros. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1988.
PRIORE, Mary Del. (org.); BASSANEZI, Carla (coord. de textos). História das mulheres no Brasil. São Paulo: Contexto, 1997.
SANTANA, Beatriz. Os cem anos de Pagu. Publicado em 02/07/2010, no Opinião Socialista: https://www.pstu.org.br/os-cem-anos-de-pagu/. Acesso em 03/06/2021.
SITE: http://www.pagu.com.br/ – rico acervo e biografia sobre Pagu. Acesso em 26/05/2021.
TOLEDO, Cecília. Mulheres: o gênero nos une, a classe nos divide. São Paulo: Xamã, 2001.
TROTSKY, L. O governo soviético ainda segue os princípios adotados há vinte anos? Escritos, 1938. https://archivoleontrotsky.org/ Acesso em 01/06/2021.
WEINSTEIN, Bárbara. As mulheres trabalhadoras em São Paulo: de operárias não-qualificadas a esposas profissionais. Cad. Pagu [on line], n°4, 1995, pp. 143-171.