PSTU-Pará

O PSTU repudia a invasão dos madeireiros no Sindicato dos Trabalhadores/as Rurais de Santarém na manhã de hoje, 03/05, e se solidariza com os dirigentes e trabalhadores rurais. Esta invasão é um ataque não somente as lideranças sindicais, mas ao meio ambiente e a sociedade em geral.

O ataque foi orquestrado por um grupo de 100 madeireiros, após uma decisão judicial, onde o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu a liminar da Justiça Federal de Santarém que permitia a exploração de madeira na Reserva Extrativista (Resex) Tapajós Arapiuns, na extensão dos municípios de Santarém e Aveiro (PA), onde vivem cerca de 22 mil pessoas, entre indígenas e não indígenas. A decisão do TRF-1 acatou  ação movida pelo STTR de Santarém, pelo Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (CITA) e a organização Terra de Direitos.

Essa invasão é parte da escalada do setor madeireiro em “passar a boiada” que vem sendo apoiado pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. Nunca é demais lembrar que esta é a mesma região que teve uma das maiores apreensões de madeira ilegal, no qual o ministro é o maior advogado dos madeireiros, inclusive é denunciado por interferir na operação da Política Federal, culminando com a demissão de Alexandre Saraiva, Superintendente da Polícia Federal do Amazonas.

Esse clima de tensão na região ampliaram com a criação de cooperativas fantasma pelos  madeireiros, e que por isso foi pedido a suspensão dos procedimentos e aprovação dos planos de manejos florestais dentro da RESEX, sem consulta prévia das 78 comunidades tradicionais e aldeias que vivem na Reserva.

Portanto, o PSTU se coloca contra as atividades ilegais na Amazônia como: a grilagem, a extração de madeira ilegal e o garimpo ilegal. Também repudiamos intimidação e perseguição das lideranças. Não à criminalização dos movimentos sociais! Em defesa do meio ambiente, da Amazônia, pelo fim do desmatamento ilegal! Fora Salles, Bolsonaro e Mourão, já!