Igor Mendes, da Direção Municipal do PSTU Congonhas

Que terrível começar o dia com uma notícia dessas, o Gustavo não está mais entre nós. É muito difícil expressar tudo que estamos sentindo agora, muito difícil porque a dor é grande. Muito grande. E a sensação de perder um dos nossos é horrível.

Assim que recebi a notícia me veio um turbilhão de lembranças, que começou lá em finais de 2011, nas manifestações pelo tombamento e defesa da Serra Casa de Pedra em Congonhas (MG) e contra o projeto de mineração da região pela CSN. Dezenas de jovens estavam “saindo” para o mundo naquele ano, Gustavo e eu éramos uns desses que todas as terças-feiras estavam sentados na entrada da Câmara de Vereadores fazendo um monte de perguntas e exigindo respostas. Estávamos vigilantes e dispostos a não abrir mão do futuro.

E mesmo muito jovem, o Gustavo já demonstrava as melhores qualidades que a humanidade pode desenvolver: gentiliza, solidariedade e bom humor. É impossível lembrar-se do Gustavo e não lembrar pelo menos dessas três características.

Mas já são quase 10 anos desde aquele fim de ano, e a gente saiu para o mundo mesmo. Ele foi para o sul, e eu para o Chile. Ele militante do MAB, e eu do PSTU. Mas recentemente, quando voltamos a nos encontrar, nada tinha mudado. Toda sua gentileza, solidariedade e bom humor mesmo depois de tantos anos sem se ver, ao ponto de me deixar constrangido e sair pensado, “tem uns 3 anos que eu não vejo ele e o cara me parou na rua com a maior surpresa e alegria do mundo em me ver”. Estar com o Gustavo, nos fazia muito bem.

Em nome da direção municipal do PSTU eu quero enviar toda a solidariedade que conseguirmos reunir para a família e amigos do Gustavo, para os (as) companheiros do MAB e um abraço especial para cada um de nossa geração que está triste porque hoje perdemos alguém que vai fazer muita falta. Mas ele continuará ativo em nossa caminhada e na luta do nosso povo.