Vera faz um chamado à rebelião em Minas Gerais

Geraldo Batata

Entre os dias 8 e 11 de maio, o PSTU apresentou a pré-candidatura à presidência da República de Vera à população mineira. A jornada começou em São João Del Rei, onde foi apresentada também a pré-candidatura de Jordano Carvalho, metalúrgico da cidade, ao governo de Minas Gerais, e também a pré-candidatura de Vanessa Portugal ao Senado.

Jordano é metalúrgico há 22 anos em São João Del Rei. É dirigente dos metalúrgicos e da Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais. Vanessa Portugal é professora da rede municipal de Belo Horizonte, onde é dirigente da categoria e também atua nas lutas por moradia na Grande BH.

Jornada mineira
Entre entrevistas à imprensa, principalmente nas rádios, Vera apresentou o programa do partido “Um chamado à rebelião, e por um projeto socialista”, onde mostrou que somente uma revolução socialista, baseada na ampla mobilização da classe trabalhadora, pode apontar uma saída para a crise que vivemos. As demais alternativas, do PT a Bolsonaro, defendem ataques à classe trabalhadora para resolver a crise. Prova mais clara disso é a postura de Fernando Pimentel (PT) à frente do governo de Minas, onde mantém os privilégios das mineradoras, grandes empresas e bancos, descumpre promessas e parcela salários dos servidores.

Em Belo Horizonte, no dia 11 de maio, Vera também falou em apoio à luta contra o aumento das passagens do metrô, que tinha aumentado 88% no dia 11 de maio dia (depois revogado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais) e à forte greve das professoras da educação infantil de Belo Horizonte.

A jornada de Vera em Minas Gerais passou por Congonhas, Mariana, Juiz de Fora e terminou com uma grande apresentação em Belo Horizonte, na sede do Sintappi (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisa, Perícias, Informações e Congêneres de Minas Gerais). Ao todo, foram centenas de participantes das atividades, com participação de parte da vanguarda das lutas da classe trabalhadora no estado. Trabalhadores da Vale e CSN, Metalúrgicos de São João Del Rei e BH/Contagem, professoras em greve da educação infantil de Belo Horizonte, professoras (es) e ASBs da rede estadual de educação, trabalhadoras da Saúde  e petroleiros da Refinaria Gabriel Passos, em Betim, trabalhadores gráficos e dos frigoríficos, e juventude da UFMG e secundaristas.

O chamado à Rebelião Socialista ecoa nas fábricas, nas minas, nas escolas e nos locais de trabalho.