Vem aí o 4º Congresso da CSP-Conlutas

3º Congresso da CSP-Conlutas, em 2017. Foto Romerito Pontes

Um congresso para enfrentar Bolsonaro e seu projeto de semiescravidão

Paulo Barela, de São Paulo (SP)

O 4º Congresso Nacional da CSP-Conlutas acontecerá nos dias 3 a 6 de outubro no Clube Adler, em Vinhedo, São Paulo. Serão quatro dias de profundas discussões políticas envolvendo os pontos de pauta aprovados na reunião da Coordenação Nacional de novembro de 2018.

O congresso ocorrerá num momento de muita importância para a luta da classe trabalhadora. A central nasceu no calor das lutas contra as políticas dos governos do PT e agora se afirma quando nossa classe vem sendo duramente atacada pelo governo de ultradireita de Bolsonaro.

O evento visa armar o conjunto da central para defender a aposentadoria, os direitos trabalhistas, o direito à educação, à saúde e às liberdades democráticas, para defender o povo oprimido contra Bolsonaro, defensor da ditadura militar e da tortura, das ideologias de perseguição ao que ele chama de comunista (movimentos sociais e sindicatos), racista, lgbtfóbico, xenófobo, machista e propagador de toda forma de discriminação e opressão.

A classe trabalhadora mostrou que não está derrotada e tem muita disposição para lutar. Mostrou toda sua indignação em vários dias nacionais de luta que vêm acontecendo, como o 8 de Março, protagonizado pelas mulheres; o 14 de março, por Justiça para Marielle e Anderson; o 22 de março, dia nacional de paralisação e protestos; o 1º de Maio unitário; o 15M e o 30M, contra os cortes na educação e a reforma da Previdência; e a greve geral de 14 de junho.

Negociação é traição
No dia 6 de agosto, enquanto as centrais sindicais negociavam em torno da reforma com o Congresso Nacional corrupto, a CSP-Conlutas organizou manifestações por todo o país, enquanto os parlamentares votavam o projeto em segundo turno. A traição das demais centrais e dos governadores, incluindo os do PT, PCdoB e PSB, custou caro para os trabalhadores, custou a aprovação da reforma. Porém a luta não acabou, e a resistência segue para barrá-la no Senado.

Com esse espírito de enfrentamento e combatividade, o congresso deve refirmar a vocação da central de construir a unidade na luta e seguir fortalecendo essa alternativa classista; uma organização de frente única de caráter sindical e popular, estimulando, participando e disputando os processos que ocorrem na base, em particular no movimento operário e no campo, apresentando nossa alternativa e aproximando ainda mais esses setores de nossa entidade.

REORGANIZAÇÃO
Um perfil classista, operário e popular

O congresso tem a tarefa de reafirmar e fazer avançar a construção da CSP-Conlutas como central sindical e popular. Nosso projeto é algo inédito na organização da classe trabalhadora, e a tendência do congresso vai no sentido de uma participação que reflita muito mais os setores pauperizados do campo, das periferias das grandes cidades e os oprimidos. Por isso, a organização permitiu um valor de taxas mais acessível, assim como vai garantir alojamento e alimentação para esses setores.

No processo de reorganização que vive nossa classe, os setores camponeses e de luta por moradia, bem como quilombolas e indígenas, no marco de um governo de ultradireita, são as expressões mais dinâmicas de luta e resistência. Rompem de modo mais fácil com o reformismo e têm buscado a CSP-Conlutas como alternativa de organização e direção. Isso demonstra o acerto no projeto de central que construímos.

No mesmo sentido, embora um pouco mais complexo, o congresso também deve expressar uma participação mais operária. A classe operária que rompeu com o petismo, embora tenha votado em Bolsonaro, está reflexiva. Muitos não acreditam mais no governo. Ao mesmo tempo, buscam uma alternativa que não seja pela via da frente popular. A CSP-Conlutas, no terreno sindical, também se mostra como um importante polo de atração para esses setores.

RETA FINAL
Realizar assembleias, eleger delegados e aprovar propostas

Os prazos de construção do congresso já estão em sua reta final. Por isso, é muito importante que façamos o esforço final para garantir o registro no site da central e convocar a base para realizar grandes assembleias para a tirada de delegados e a aprovação das resoluções do Bloco Classista Sindical e Popular.

Temos a oportunidade de realizar um grande encontro – que também vai contar com uma expressiva delegação internacional – para reafirmar nossa central e elaborar políticas que organizem a classe e preparem o enfrentamento contra o governo de Bolsonaro, os patrões e a burguesia em nosso país.

Todos ao 4º Congresso Nacional da CSP-Conlutas!

Calendário

30 de agosto – Data final para recebimento das contribuições e propostas de resoluções

10 de setembro – Data limite para filiação de novas entidades com direito a delegados ao 4º Congresso da CSP-Conlutas

12 de setembro – Data limite para inscrição dos participantes das entidades sindicais e dos movimentos populares e pagamento das taxas desses setores

13 a 27 de setembro – Eleição dos representantes dos movimentos de luta contra a opressão e juventude (5% conforme o Estatuto)

28 de setembro – Data limite para inscrição e pagamento das taxas dos movimentos de luta contra a opressão e juventude

3 a 6 de outubro – 4º Congresso Nacional da CSP-Conlutas