Lançado em plena pandemia e logo esgotado, o livro “Revoluções e revoltas do povo brasileiro” acaba de ganhar sua primeira reimpressão.

São 15 episódios da luta de classes em 522 anos, em que se revela a natureza das classes sociais em luta, além dos mitos propagados pela burguesia para enganar o povo.

Viver sem conhecer o passado é andar no escuro

Essa frase revela uma verdade. Contudo, existe algo pior, que é conhecer o passado através da lente da classe dominante: princesas que libertam os escravos ou heróis nacionais, como Duque de Caxias, que afogou em sangue boa parte das revoltas do povo brasileiro e dizimou o povo paraguaio.

É o momento de conhecer os verdadeiros heróis e heroínas que resistiram por mais de 500 anos à invasão estrangeira e que foram massacrados no maior genocídio conhecido pela humanidade.

Neste livro, derrubamos o mito de que a classe trabalhadora brasileira é fraca e covarde e, por isso, nunca fez revolução. A verdade é justamente o oposto: a burguesia sempre foi fraca, incapaz de garantir a independência do país, covarde diante do dominador estrangeiro, feroz para derrotar seu povo.

Este livro, portanto, não serve apenas para conhecer o passado, mas, principalmente, para revolucionar o presente e forjar o futuro socialista do país e do mundo.

Assista a live de lançamento

A conexão entre passado, presente e futuro

Quem conta a história desvinculando o passado e o presente quer esconder seus erros, ou pior, seus crimes.

Apenas para exemplificar: a riqueza do Itaú-Unibanco foi angariada com a exploração de escravos africanos nas fazendas de café de São Paulo, em aliança com a família Rockefeller, a mais rica do capitalismo mundial. Hoje, esse banco quer aparecer como “filantrópico”, financiando partidos de “esquerda”.

Foi sintomático o pedido do Regente Diogo Feijó, em 17 de dezembro de 1835, oferecendo a Amazônia aos ingleses e franceses em troca da repressão à Cabanagem.Tudo a ver com a submissão de Bolsonaro ao capital internacional, como ficou patente na viagem de Elon Musk ao Brasil, onde o capitão-do-mato ofereceu o controle da Amazônia ao bilionário.

A burguesia brasileira afogou em sangue as experiencias revolucionárias do seu povo, como fez no Arraial de Canudos, onde utilizou metade do Exército para exterminar 20 mil sertanejos no sertão baiano, que partilhavam a sua produção e riquezas entre todos. Qualquer semelhança com o genocídio indígena que está ocorrendoagora na Amazônia, como se evidenciou no assassinato de Dom Phillips e Bruno Pereira, não é mera coincidência.

Também pode se ver que a conciliação de classe com a burguesia traíra levará à derrota da luta e mesmoà morte dos próprios conciliadores. Essa é a lição que ficou com o episódio de Ganga Zumba, líder do Quilombo dos Palmares, que preferiu se aliar com o Império português e abandonou a resistência: pouco tempo depois, a aristocracia burguesa rompeu o acordo e matou todos os guerreiros que tinham deposto as armas para conciliar com o inimigo. Qualquer semelhança com Dilma e Temer não é mera coincidência. Pior, agora se repete com Lula-Alckmin.