Protestos paralisam fábricas e rodovias em todo o país

Ato na Zona Sul de São Paulo

Trabalhadores pararam a produção e foram às ruas com suas reivindicações neste dia nacional de lutas, greve mobilizações

 
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Inúmeras manifestações, paralisações e greves foram realizadas na manhã deste dia 11 em todo o país. Confira abaixo como foram algumas delas. 
 
São José dos Campos (SP)
Em São José dos Campos, as manifestações também começaram de madrugada. Pouco depois das 5h da manhã, os trabalhadores o se mobilizaram na Zona Leste, na Zona Sul, em Jacareí e Caçapava. A Via Dutra foi bloqueada. Os trabalhadores da General Motors (GM) pararam totalmente suas atividades e também ocuparam Via Dutra nos dois sentidos. Os metalúrgicos da Graúna, em Caçapava, também bloquearam a rodovia. Em Jacareí, trabalhadores da DMT aprovaram paralisação o dia inteiro. A Embraer paralisou suas atividades por três horas.
 
Um balanço preliminar indicou que a paralisação envolveu 15 mil trabalhadores em 20 fábricas. Uma passeata unificada foi realizada no centro da cidade e reuniu duas mil pessoas. Os manifestantes percorreram as ruas até chegar ao Calçadão. Conforme eles passavam, o comércio fechava as portas.
 
“As mobilizações de hoje são muito positivas. Paramos as principais fábricas. A população mostra que apoia o movimento dos trabalhadores. Todos os sindicatos da região, de todas as categorias, se mobilizaram”, disse Herbert Claros, vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e metalúrgico da Embraer.
 
Belo Horizonte (MG)
A capital mineira amanheceu sob o impacto da forte paralisação. Os ônibus não circulam. Todas as estações estão paradas. Por volta das 9h, manifestantes já fecham a Av. Amazonas na Praça Sete. Na rede municipal de ensino, a maioria das escolas foram fechadas. Muitas escolas da rede estadual não abriram as portas nesta manhã.
 
No interior Minas Gerais também há protestos. Em Divinópolis, região centro-oeste, os setores de metalurgia, construção civil e rodoviários estão parcialmente paralisados. Em Itaúna, na região central, trabalhadores fecharam o trevo do Distrito Industrial impedindo que ônibus das empresas cheguem com os funcionários.
 
Em Mariana, também na região central, os sindicalizados do Metabase também impediram a entrada de ônibus em mineradoras e siderúrgicas. Em São João del-Rei, servidores municipais e funcionários da universidade federal participam da greve geral.
 
Já Uberaba assistiu ao segundo dia de paralisação dos operários metalúrgicos da multinacional Black & Decker. São cerca de 600 trabalhadores parados. Um ato está marcado para o calçadão da Rua Arthur Machado, a partir das 16h. Professores da rede estadual também mobilizados.
 
Rio de Janeiro (RJ)
Servidores da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) bloquearam, na madrugada, a saída de caminhões da principal unidade de distribuição da ECT. Em Itaguaí, há manifestações de metalúrgicos. Funcionários da Nuclebrás Equipamentos Pesados (Nuclep) participam do bloqueio na Rua General Euclides de Oliveira.
 
Em frente às agências bancárias da Av. Rio Branco, no centro da cidade, há manifestantes com cartazes com a pauta única das centrais sindicais. Há paralisação também em escolas públicas das redes estadual e municipal . Os manifestantes devem seguir para o Centro do Rio para participar do ato que sairá da Igreja da Candelária às 15h.
 
Aracaju (SE)
Em Aracaju, as principais rotas de acesso à capital sergipana foram bloqueadas. A ponte Aracaju-Barra dos Coqueiros e a BR-101, no município de Japaratuba foram ocupadas por militantes do MST. As primeiras informações do dia dão conta de dez pontos de bloqueio nas estradas sergipanas. Além dos já citados, Fafen, Itaporanga, Simão Dias, Santo Amaro, Estância, Siriri e Canindé do São Francisco, também teve interrupção de fluxo. Só ambulâncias e veículos de emergência são autorizados a passar.
 
O transporte coletivo de Aracaju começou o dia circulando normalmente. Porém, no meio da manhã, os usuários já começam a encontrar dificuldades. Os bancários foram convocados a não ir trabalhar. O sindicato dos petroleiros faz piquetes nas portas de unidades.
 
“Esse é apenas o início do que queremos que seja uma jornada de lutas nacional. O movimento vem ganhando força. Pretendemos que os trabalhadores se conscientizem a ponto de organizarmos uma grande greve geral no Brasil”, afirma Clarckson Messias, diretor do Sindipetro e da CSP-Conlutas.
 
Belém (PA)
As principais obras pararam. O sindicato enfrentou um forte esquema de segurança nas principais empresas para coibir a saída dos trabalhadores. Um diretor da entidade foi agredido por seguranças.
 
Pela manhã uma passeata da Construção Civil de Belém se unificou com a paralisação dos trabalhadores de Telecomunicações. Uma comissão de sindicalistas das centrais sindicais entregaram a pauta de reivindicação ao prefeito da cidade.
 
Os portões da UFPA foram trancados. Na UFRA a paralisação é de 100%. Nos Hospitais Universitários João de Barros Barreto e Betina Ferro, os trabalhadores também pararam.
 
“O dia de hoje é o dia em que classe trabalhadora se torna protagonista dessas manifestações que varreram o país. A Construção Civil atendendo ao chamado da CSP-Conlutas não poderia ficar de fora dessa luta”, disse Ailson Cunha, coordenador geral do Sindicato dos trabalhadores da construção Civil.
 
Fortaleza (CE)
A paralisação começou logo cedo, com os operários da construção civil cruzando os braços nas principais obras da capital, especialmente onde se concentram os principais empreendimentos imobiliários. Pela manhã, o sindicato dos condutores paralisou por algumas horas dois terminais.
 
Os operários da construção se concentraram na Praça Portugal e se reuniram com ativistas do Movimento dos Conselhos Populares, da ANEL, MST e oposições sindicais dos bancários e vigilantes. Em seguida, 3 mil pessoas seguiram em marcha até a prefeitura da cidade, onde se encontraram com os servidores públicos federais e ativistas do MTST.
 
Uma comissão entregou ao prefeito uma pauta de reivindicação exigindo a redução imediata da passagem e contra os despejos de moradores em função das obras da Copa. Em seguida. A manifestação seguiu à Praça do Ferreira para realização do ato unificado das centrais sindicais.
 
Maceió (AL)
Cerca de 200 integrantes de movimentos agrários e movimentos sociais bloquearam o acesso principal do Porto de Maceió. Os trabalhadores estão sendo liberados. Um grande ato está marcada às 14h, na Praça Centenário.
 
São Paulo (SP)
Na Zona Sul, entre 7 e 8 mil metalúrgicos marcham na Ponte do Socorro rumo ao Largo Treze. Conforme a passeata passava pelas fábricas, mais operários se juntavam à caminhada.
 
Na ponte Estaiada, operários da construção civil também bloquearam o trânsito. Durante a passeata dos metalúrgicos em São Paulo, Zé Maria falou: “É na luta e nas mobilizações que os trabalhadores vão mudar o país. Precisamos exigir que o governo pare de destinar os recursos e a riqueza do país para os empresários e para os bancos. É preciso mudar a política econômica e destinar os recursos para melhorar a vida dos trabalhadores atendendo suas reivindicações. Somos nós que produzimos a riqueza deste país, e esta riqueza tem que estar a serviço dos trabalhadores.”
 
No ABC, paralisaram os metalúrgicos das montadoras da Scania, Volkswagen, Mercedes, Ford, Toyota e das auto-peças Karmanguia, Rolls Royce, Panex, Arteb e Rassini. Um ato foi realizado no Paço Municipal de São Bernardo do Campo. Os metalúrgicos se dirigiram para a Av. Paulista, na capital, onde acontece o principal ato do dia, a partir das 12h, no vão do Masp.

Petroleiros da Recap, que fica em Mauá, no ABC, também reaizaram uma marcha. Não houve rendição de pessoal na refinaria, ou seja, está em paralisação.

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