SE: 11 de julho, o dia em que Sergipe parou

PSTU presente no dia 11

Centrais sindicais e movimentos sociais deram uma grande demonstração de força em Sergipe. Os bancos oficiais fecharam suas agências. Os professores não foram às escolas. Os operários da Petrobrás cruzaram os braços. As estradas foram bloqueadas. O 11 de julho de 2013 ficará marcado na história como o dia em que Aracaju parou. O movimento estudantil, popular e sindical foram às ruas com a energia da juventude e o vigor da classe operária.

Durante a manhã, os sindicatos e movimento sociais fizeram ações em suas bases. No final da tarde, todos se reuniram na praça Fausto Cardoso. Uma multidão de aproximadamente 5 mil pessoas tomou as ruas dos centro da cidade. CSP-Conlutas, CUT, CTB, CGTB, Força Sindical, MST, Anel, Movimento Não Pago e outras organizações engrossaram a marcha.

“A juventude fez bonito nas grandes manifestações de junho. Os trabalhadores demonstraram o poder de sua organização neste 11 de julho. Mostramos quem realmente tem o controle da situação. Quem movimenta as engrenagens da sociedade não são os patrões em seus belos ternos. Agora o povo sergipano e brasileiro aprendeu que juventude e trabalhadores juntos podem mudar o que quiserem”, avalia Vera Lúcia, presidente estadual do PSTU.

Estado parado
Na BR 101, as barricadas foram montadas em Japaratuba, Carmópolis, Cristinápolis, Itaporanga, trevo de acesso a Japoatã, ponte sobre o Rio São Francisco (Propriá). Na BR 235, o bloqueio foi na cidade de Carira. Na Linha Verde, o fluxo foi interrompido em Indiaroba. Também houve paradas na divisa dos municípios de Malhador e Riachuelo, em Nossa Senhora da Glória, em Simão Dias e Lagarto. A ponte entre Aracaju e a Barra dos Coqueiros também foi interditada. No total, 13 pontos foram interrompidos.

“Os trabalhadores do SAMU e dos postos de saúde municipais paralisaram parcialmente. 22 postos da Previdência Social não abriram. O comércio fechou as portas mais cedo. Professores e técnicos da UFS e IFS também aderiram ao movimento”, relata Deyvis Barros, da CSP-Conlutas.

Pela manhã, as centrais sindicais fizeram mobilizações em pontos diferentes da cidade. Na Praça Fausto Cardoso, a CTB e a CUT reuniram suas bases. Bancários e servidores públicos estaduais começaram a concentração às 7h.

Na sede da Petrobrás, a mobilização começou mais cedo. Quando o sol nasceu, já encontrou as faixas da Anel e CSP-Conlutas fechando as entradas da empresa. Todas as unidades terrestres da Petrobrás fecharam no Estado. Da sede da Petrobrás, uma manifestação seguiu para a Prefeitura de Aracaju. Um boneco do prefeito João Alves Filho (DEM) foi queimado. Os manifestantes seguiram ainda para a Avenida Tancredo Neves, uma das mais importantes da cidade e paralisaram o trânsito por aproximadamente uma hora com queima de pneus e barricadas de galhos de árvore.

Os trabalhadores acordaram. E certamente tiraram o sono dos grandes empresários e seus governos.