Plenária Sindical e Popular lança carta contra a ameaça aos diretores do Sindicato dos Rodoviários do Amapá

CSP-Conlutas

Aconteceu na tarde desta terça-feira, 14, no auditório do Sindicato dos Servidores do Ministério Público Estadual, uma plenária sindical e popular em defesa dos diretores do Sindicato dos Rodoviários do Amapá. O evento contou com a presença das centrais CSP-Conlutas e CTB; do deputado federal Camilo Capiberibe; deputado estadual Jack JK; assessoria da deputada Estadual Cristina Almeida e do presidente da Câmara de Vereadores de Macapá, Marcelo Dias; dos sindicatos Sincottrap, Sindsemp, Sinsepeap (Executiva de Macapá), Sinstaufap; de movimentos de Luta contra opressões, por terra e moradia, do movimento estudantil.

Estavam representações dos partidos PSTU, PSOL, PSB e PPS. Foi uma importante atividade para marcar a defesa de dirigentes que sofrem neste momento um intenso ataque contra o direito de protestar diante de uma difícil situação da categoria rodoviária no estado, há dois meses sem salários, com pelo menos três diretores afastados e com a entidade sitiada financeiramente por conta do assédio moral dos empresários, obrigando trabalhadores a retirarem a própria sindicalização!

As falas foram unânimes em apontar o Sincottrap como uma grande referência nas lutas e que o ataque aos diretores era uma declaração de guerra ao conjunto dos lutadores da região. Assim como os anos de resistência e vitórias da categoria só foram possíveis porque aquela direção sempre teve um comprometimento com a luta direta e que inclusive ajudou a impulsionar direções combativas em outras categorias no Amapá.

Nesse sentido, é importante destacar o que disse o dirigente da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes, que mesmo não escondendo as diferenças com os projetos políticos de outras organizações, os rodoviários sempre souberam marcar sua posição com a mais ampla unidade para lutar, porque é nisso que depositam sua confiança e é com esse método que colocam a classe para combater os inimigos.

Mesmo sabendo que a situação da luta de classes no Brasil, marcada nesse momento por duros ataques desferidos pelo governo ultraliberal de Bolsonaro, que faz crer entre os patrões que tudo podem, é possível mantermos nossas conquistas, na luta e na busca de mediações, sem romper com os princípios que movem os combates dos motoristas, cobradores, mecânicos, borracheiros, despachantes.

A plenária ainda se posicionou pelo imediato retorno do Processo Licitatório no Sistema de Transporte do município de Macapá.

Ao final da atividade foi aprovado e assinado pelos presentes um conjunto de iniciativas que visam dar andamento à campanha, mas sobretudo quebrar o cerco que os empresários tentam impor à categoria:

  • Regularização do pagamento de todos os rodoviários;
  • Reintegração dos diretores Max Dellis, Sérgio Fernando e Luiz Façanha;
  • Apontar para o início das negociações coletivas (data-base) rumo ao reestabelecimento da Convenção Coletiva de Trabalho e o livre exercício da atividade sindical;
  • Lançamento e desenvolvimento de uma Campanha Democrática de Sindicalização dos Rodoviários, nos locais de trabalho;
  • Fim das perseguições, atentados e ameaças de morte aos dirigentes sindicais do Sincottrap.

Leia a carta abaixo:

Carta – Rodoviários do Amapá