A categoria rodoviária maranhense tem sofridos inúmeros ataques no último período e mostrado disposição de luta. Neste último domingo (19), em assembleia geral, rodoviários da Região Metropolitana de São Luís aprovaram o retorno de uma greve que havia iniciado na quarta-feira (16).

A paralisação havia sofrido forte ataque quando tiveram sua luta criminalizada com o mandado de prisão dos diretores do sindicato da categoria na sexta-feira (18). Além disso, a desembargadora Solange Cristina Passos de Castro, do Tribunal Regional do Trabalho da 16ª Região, determinou a manutenção do funcionamento de ao menos 80% de toda a frota da Grande São Luís, sob pena de R$ 50 mil por dia.

Mesmo com a suspensão da greve, a categoria permanece mobilizada. Nesta segunda-feira (21) promoveu um ato na Câmara Municipal para cobrar a lei municipal de 2019 que proíbe o acúmulo de função de motorista e cobrador. Apesar, de aprovada, a lei não havia sido publicada pelo Diário Oficial, o que será feito o mais rápido segundo a Prefeitura Municipal.

Nos últimos tempos mais de 600 cobradores foram demitidos mesmo após a aprovação da lei. Assim, trabalhadores e trabalhadoras querem que a lei de fato impeça o acúmulo de funções e que as demissões realizadas desde a sua aprovação sejam revistas.

Motivo da greve, as reivindicações continuam: 15% de reajuste salarial, aumento do ticket alimentação, pagamento dos salários atrasados e de benefícios por empresas da região, além de um conjunto de benefícios que vêm sendo usurpados da categoria.

Nesta terça-feira (22) deve haver ter nova mesa de negociação com as empresas.

Sindicatos locais e centrais sindicais vêm apoiando essa luta fundamental de trabalhadores e trabalhadoras do Maranhão. Não podemos permitir tais ataques e a arbitrariedade cometida pela justiça de expedir mandado de prisão aos diretores do sindicato devido à greve”, frisa o dirigente da CSP-Conlutas Estadual Saulo Arcangeli.

O dirigente também repudia a arbitrariedade uma vez que desrespeita a Constituição Federal sobre o direito à organização dos trabalhadores e à greve. “Não aceitamos mais que se retome as mesmas armas da época da ditadura militar para reprimir a luta dos trabalhadores. Lutar é um direito, não é crime. Ditadura militar nunca mais”, reforçou Saulo.

O Movimento Rodoviário Livre que faz oposição à diretoria do Sttrema (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários no Estado do Maranhão) que atuou intensamente na organização e direção da greve também repudiou a decisão arbitrária da Justiça do Trabalho.