Enquanto a situação da pandemia no Brasil tem se agravado diariamente em razão do aumento de casos de infecção pelo coronavírus, em Mato Grosso do Sul não é diferente. O número de óbitos já está em 3.537 pessoas, conforme dados constatados pela Secretaria de Estado de Saúde, sem se considerarem as subnotificações. Apresenta-se uma realidade sombria no Estado onde o colapso na saúde está mais do que visível mas a sensação no sentido de que “a vida segue” se configura como a mais dominante por culpa dos governantes.

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Editorial: Bolsonaro é culpado pelo genocídio em marcha: é preciso pará-lo já!

O governo do Estado publicou no dia 10 de março o Decreto Nº15.632 instituindo novas medidas ditas de prevenção para evitar a proliferação do vírus, no entanto, essas medidas não evitarão o genocídio da classe trabalhadora e do povo pobre do estado, até porque garantem a continuidade de serviços considerados não essenciais possibilitando que o vírus siga sua rota de destruição (como em todo o país), espalhando-se assustadoramente.

O sistema de saúde no Brasil está em colapso, situação não diferente em Mato Grosso do Sul, onde não há leitos de UTI disponíveis (já se passaram dos 100% de ocupação).

O que se vê é que Bolsonaro (utilizando-se inúmeras vezes da zombaria a respeito da pandemia) e o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) colocam todo tipo de dificuldades para que haja um combate sério à pandemia. Aparentemente, demonstram preocupação com o desemprego, com os trabalhadores e com as pequenas empresas mas, na realidade, asseguram o lucro dos grandes empresários ao não decretarem lockdown total.

No município de Campo Grande a situação também não é diferente pois o prefeito tem assegurado a continuidade das atividades comerciais e industriais na cidade atrelados aos interesses das elites econômicas.

No entanto, ao não decretarem o lockdown e priorizarem a economia, levam ao genocídio o povo pobre e a classe trabalhadora. Os trabalhadores estão sendo empurrados para a morte para se garantirem os lucros dos grandes capitalistas… Esta é a realidade!

 

É preciso lockdown urgente!

Os governos precisam aumentar o auxílio emergencial! É preciso aumentar a vacinação em massa, mesmo que se utilize de quebra de patentes para produzir vacinas em larga escala! É preciso garantir a estabilidade no emprego sem diminuição do salário! É preciso garantir a vida de milhões de trabalhadoras e trabalhadores no Brasil, do povo pobre e das minorias oprimidas.

É preciso garantir essas medidas retirando dinheiro de onde ele se encontra: dos super-ricos, das grandes empresas e dos bancos. Dessa forma será possível financiar um auxílio emergencial de verdade, mantendo-se os pequenos negócios, o investimento em saúde com a construção de novos leitos de UTI e, com mais razão, em vacinação de toda a população o mais rápido possível.

Deve-se exigir do governador Reinaldo Azambuja que decrete imediatamente um lockdown que interrompa todos os serviços não essenciais. O lucro não pode estar acima das vidas!!

A interrupção parcial das atividades durante a noite e a madrugada é totalmente insuficiente. Quais levantamentos científicos garantem que esse vírus somente atue no período noturno? É uma grande hipocrisia! Durante o dia é que o vírus circula livremente até porque se veem transportes públicos extremamente lotados, grandes concentrações em várias ruas do estado e aglomerações no trabalho e no comércio.

O estado de Mato Grosso do Sul deve parar para garantir a vida dos trabalhadores e do povo pobre!

  • Lockdown total já!
  • Vacinação em massa para todas e para todos!
  • Auxílio emergencial digno para a classe trabalhadora e medidas de proteção ao emprego!
  • Pela garantia das condições aos proprietários de pequenos negócios para que não fechem e não demitam!
  • Fora Bolsonaro e Mourão!