MA: Exigimos a libertação imediata dos 4 militantes do Movimento Fóruns e Redes de Cidadania da Comunidade Fleixeiras de Arari

Julgamento popular das autoridades de Arari

PSTU-MA

Na madrugada da sexta-feira (13 de setembro), a Polícia Militar do Maranhão prendeu de forma arbitrária e covarde 4 militantes do Movimento Fóruns e Redes de Cidadania. Conforme relato dos moradores, a operação policial foi realizada às 4h da manhã com 7 viaturas da PM e um carro descaracterizado. As 4 lideranças são da Comunidade Fleixeiras em Arari (MA), resistência na luta contra o latifúndio e a grilagem de terras públicas na região dos campos maranhenses.

É mais um caso absurdo de perseguição da luta camponesa no Maranhão praticado em conluio pela Polícia Militar, Judiciário e o Governo do Estado, que se soma à prisão de 5 lideranças do mesmo movimento na comunidade Cedro em Arari que, diante da omissão do Estado, decidiram fazer a derrubada das cercas ilegais em terras públicas colocadas pelos latifundiários e grileiros na região.

Os companheiros estão sendo acusados de formação de quadrilha e organização criminosa numa clara tentativa de criminalização e destruição do movimento Fóruns e Redes de Cidadania. Estamos vivendo tempos difíceis, mas de muita resistência, e os ataques à organização dos trabalhadores que esperamos vir do Governo Bolsonaro (PSL) estão partindo desde já também do governo dito comunista de Flávio Dino (PCdoB).

A prisão dos companheiros do movimento Fóruns e Redes em Arari demonstra mais uma vez o papel de serviçal de Flávio Dino aos interesses da grilagem e do latifúndio, uma elite privilegiada que mandava e desmandava durante os governos da oligarquia Sarney e que continua oprimindo o povo no atual governo.

Outros casos emblemáticos foram os despejos forçados dos Tremembés em São José de Ribamar (MA), onde a PM foi guiada pelo suposto grileiro, Alberto Franco (aliado político do governador), para destruir casas e plantações e da comunidade Cajueiro em São Luís para a construção, junto com os chineses, de um porto para escoar a produção de soja e eucalipto para o agronegócio e empresas com Vale e Suzano. Em Pindaré, outro despejo forçado de 250 famílias de trabalhadores rurais, ligadas ao MST, foi realizado com grande aparato e de forma violenta pela Polícia Militar, em cumprimento a uma decisão judicial, mesmo com pedido de investigação da grilagem da área.

Por último, a defesa do acordo para entrega da Base de Alcântara para os Estados Unidos foi a última traição praticada por Flávio Dino que entrega nossos territórios, nossas riquezas e nossa soberania ao grande capital e ao imperialismo e despejará comunidades quilombolas tradicionais.

O resultado dessa política traidora do PCdoB é que setores do movimento social começam a romper com o Governo. Na quinta-feira (17 de setembro) o ativista Danilo Serejo do Movimento dos Atingidos pela Base Especial (MABE) pediu demissão da Secretaria Estadual de Direitos Humanos por discordar do apoio irrestrito de Flávio Dino ao Acordo de Salvaguardas Tecnológicas (AST) para uso da Base de Alcântara.

Precisamos construir um pólo de resistência aos ataques do Governo Bolsonaro que também denuncie a violência e as práticas autoritárias do Governo Flávio Dino que tenha como bandeira de luta a defesa das comunidades ligadas aos Fóruns e Redes de Cidadania, Cajueiro, Alcântara, dos territórios quilombolas e indígenas contra os ataques do latifúndio, do agronegócio e do imperialismo. Fazemos um chamado a todas as entidades do movimento a prestar solidariedade e exigir a imediata libertação dos 4 militantes do Movimento Fóruns e Redes de Cidadania da Comunidade Fleixeiras de Arari.