Embraer e empresas aeronáuticas entram em estado de greve

Roosevelt Cassio/Sindmetalsjc

Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos

A temperatura esquentou na Campanha Salarial 2019. Após os metalúrgicos da Embraer entrarem em estado de greve na quarta-feira (18), trabalhadores da Eleb, Sonaca e Aernnova também aderiram à mobilização que serve de alerta aos patrões: se as propostas não melhorarem, uma escalada de greves poderá ser deflagrada na próxima semana.

Os trabalhadores reivindicam 6,37% de reajuste, que corresponde à inflação do período (setembro de 2018 a agosto de 2019) mais 3% de aumento real, além da renovação das Convenções Coletivas da categoria.

As assembleias que aprovaram o envio do aviso de greve às empresas Eleb, Sonaca e Aernnova aconteceram na manhã desta quinta-feira (19).

Representadas pela Fiesp, as fábricas do setor aero oferecem apenas 3,28%, referente apenas a reposição da inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor). Além disso, o grupo patronal tem insistido na redução de direitos, como o fim da cláusula que garante a estabilidade a trabalhadores lesionados ou portadores de doenças ocupacionais.

É inadmissível que as empresas ofereçam apenas a inflação. Os trabalhadores estão se organizando para dar uma resposta à altura. O recado está dado aos patrões”, afirma o diretor do Sindicato Herbert Claros.

Greve na Elgin
A greve na Elgin chegou ao seu segundo dia, nesta quinta-feira (19), com 100% de paralisação na produção. A mobilização é em resposta à proposta de reajuste oferecida pela fábrica, de apenas 3,28%.

Os trabalhadores da fabricante de peças e produtos de refrigeração exigem o índice de 12% de reajuste salarial e a renovação das Convenções Coletivas. A greve deve continuar por tempo indeterminado até a direção da Elgin oferecer uma nova proposta.