Entrevista: liderança sindical ucraniana relata resistência operária

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    Perto de completar um mês, a invasão russa não conseguiu avançar como esperado e a população ucraniana que ficou no território tem enfrentado uma situação cada vez mais crítica, com falta de remédios e recursos como combustível, eletricidade, calefação e até mesmo comida.

    No entanto, como já destacamos em matéria anterior, a resistência fez com que até mesmo um aliado do Kremlin admitisse que o andamento da guerra não agradava, apesar da grande vantagem tecnológica e armamentista.

    Tanto que alguns especialistas, conforme publicado no jornal O Globo, avaliam que o cerco prolongado a Mariupol sugere que “a Rússia vai desistir do objetivo de instaurar um governo fantoche em Kiev, preferindo no lugar disso tomar as partes das províncias orientais de Donetsk e Luhansk, na região de Donbass, que ainda não estão sob seu controle, e garantir um corredor terrestre para a Crimeia”.

    Para termos melhor ideia sobre a realidade da resistência operária, Fabio Bosco, do Setorial Internacional da CSP-Conlutas, conduziu entrevista para a Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas com Yuri Samoilov, presidente do sindicato local dos Mineiros e Metalúrgicos Independentes de Krivoy-Rog.

    Yuri, representante dos mineradores que extraem o minério de ferro e dos trabalhadores do setor siderúrgico- metalúrgico da região, se encontra a cerca de 30km de soldados russos, e tem resistido contra a invasão junto de outros operários.

    Ele contou sobre o dia a dia da resistência, o clima entre os ucranianos engajados no enfrentamento à invasão e a importância da solidariedade internacional para o avanço da luta.