PSTU-DF

Em um ato político realizado no último dia 31/05, foi lançada a pré-candidatura do professor Robson ao governo do Distrito Federal pelo PSTU e o Polo Socialista Revolucionário. O evento contou com a presença da Vera,  pré-candidata à presidência do Brasil pelo PSTU e o Polo Socialista Revolucionário.

Robson é professor da rede pública do DF há 22 anos e militante do PSTU desde sua fundação. No evento, com participação de mais de 70 pessoas também foram lançadas outras pré-candidaturas. Elcimara foi lançada pré-candidata ao Senado, Tânia pré-candidata a deputada federal, e Everton pré-candidato a deputado distrital.

As pré-candidaturas do PSTU e do Polo Socialista e Revolucionário no DF terão a tarefa de denunciar e enfrentar a política de Ibaneis Rocha (MDB), governador, candidato à reeleição e fiel aliado de Bolsonaro. Mas, também é fundamental enfrentar as alternativas de conciliação de classes, que se articulam no DF com as pré-candidaturas do PV-PT-PCdoB e do próprio PSOL, que entrou de malas e bagagens no projeto burguês de eleição de Lula à presidência.

Governo Ibaneis: privatizações, precarização dos serviços públicos e corrupção

A gestão de Ibaneis Rocha a frente no DF é marcada pela sua política privatista, descumprindo suas promessas de campanha na eleição de 2018. No seu primeiro mês de governo, ampliou o processo de privatização da saúde pública através da IGES-DF (Instituto de Gestão Estratégica da Saúde do Distrito Federal), uma fundação de direito privado ligado ao Estado, que passou a gerenciar os dois maiores hospitais do DF e outras 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAS). Antes de Ibaneis, o IGES-DF gerenciava apenas o Hospital de Base. Ibaneis também foi o responsável pela privatização da Companhia de Energia de Brasília (CEB), que virou Neoenergia.

O resultado dessa política é desastrosa. Os apagões e cortes no fornecimento de energia elétrica se tornaram rotina, além da piora no atendimento aos usuários e no aumento da conta de luz, realizado pela Neoenergia.

E, na saúde, é ainda pior, tendo em vista que se multiplicaram os casos de corrupção na secretaria de saúde e principalmente no IGES-DF. A situação foi tão grave que toda a cúpula da Secretária de Sáude do DF foi presa, por denúncias de desvio de verbas e superfaturamento na compra de testes rápidos para a Covid-19 e outros insumos e serviços para o enfrentamento da pandemia. Enquanto isso, milhares de trabalhadores que atuaram nos hospitais de campanha, que foram montados através de contratos suspeitos com empresas privadas, passaram meses trabalhando sem receber salários.

O caos reina nos serviços públicos do DF e atinge centralmente a população mais pobre, principalmente mulheres, negros e LGBTI’s. Dados revelados recentemente, pelo próprio GDF, revelam que existe uma fila de 200 mil famílias à espera de atendimento na rede de assistência social, para acessar algum benefício como Auxílio-Brasil, Auxílio Aluguel, entre outros. Além disso, dados da Companhia de Planejamento (Codeplan) mostram que 1,154 milhões de pessoas estão fora do mercado de trabalho, metade da população economicamente ativa, sendo em sua maioria de mulheres.

Enquanto a renda per capita média do Lago Sul é de R$ 7.655,00, um bairro nobre, com apenas 20% de seus moradores autodeclarados negros, na Estrutural, bairro da periferia bairro da periferia do DF que tem quase 80% de negros autodeclarados entre seus moradores, a realidade é outra: renda per capita média é de R$ 486,00.

Pré-candidatos do PSTU e do Polo Socialista Revolucionário no Distrito Federal

Mudar a situação do DF apostando na mobilização dos trabalhadores e trabalhadoras para construir um governo socialista, sem patrões

A situação social caótica do DF é o resultado dos Governos de Roriz (MDB), Arruda (DEM), Agnelo (PT), Rollemberg (PSB) e principalmente de Ibaneis Rocha (MDB). Todos esses governos levaram a frente uma política de sucateamento dos serviços públicos, privatizações, terceirizações e se envolveram em grandes escândalos de corrupção. Foram todos governos voltados aos interesses dos grandes grupos capitalistas do DF, que usam o aparato de estado para enriquecer, enquanto a maior parte da população sofre com a ausência e precariedade dos serviços públicos.

É preciso romper com essa política, de gestão do capital, e mudar radicalmente o regime de governo. A primeira medida necessária é promover uma auditoria popular sobre a dívida pública e os contratos do GDF, revertendo o processo de privatização da saúde, da CEB, da assistência social, e demais órgãos públicos. Estatizar as empresas de ônibus, que recebem quase R$ 1 bilhão por ano de subsídios do governo, e todo o sistema de transporte público, para garantir tarifa zero.

O problema no DF não é a falta de verbas ou de riqueza. Brasília tem o maior PIB per capita do país, cerca de R$ 85 mil por habitante, e nos últimos dois anos o GDF acumulou um superávit orçamentário de quase R$ 3 bilhões. Além disso, a dívida ativa do DF acumula um saldo de mais de R$ 36 Bilhões de reais, que é resultado em sua maioria da sonegação de grandes empresas e empresários ao cofre do GDF. No entanto, em 2021 o governo arrecadou apenas cerca de R$ 500 milhões do total dessa dívida.

É preciso estabelecer um regime verdadeiramente democrático de governo, criando conselhos populares, chamando os sindicatos e movimentos sociais para gerir diretamente todo o orçamento, os órgãos públicos e empresas estatais. Garantindo uma gestão pelos movimentos sociais do imenso estoque de terras públicas, em mãos da Terracap, e desapropriando as grandes empresas do setor imobiliário que dominam as terras e edifícios do DF, como o Grupo Paulo Octavio e o Grupo Ok, de Luiz Estevão.

E, toda essa mudança só será possível impulsionando um forte processo de mobilização da classe trabalhadora e enfrentando os grandes grupos capitalistas do DF. Uma tarefa que as pré-candidaturas do bloco PV-PT-PCdoB e do PSOL-REDE se recusam a fazer.

É a serviço desse projeto de ruptura com o capital que está a pré-candidatura do Professor Robson e as demais candidaturas do PSTU e do Polo Socialista e Revolucionário no DF.