CSP-Conlutas orienta suspensão de atos neste dia 18, mas reafirma realização de greves e paralisações

CSP-Conlutas

Diante da epidemia de casos de Coronavírus no país, a CSP-Conlutas orienta a todas as entidades que neste 18 de março – Dia Nacional de Lutas e Greves convocado pelas centrais – não façam atos de ruas, mas reafirma a realização de paralisações e greves nesta quarta-feira.

A Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas reunida no último dia 12 de março reforçou por meio de nota a importância da data, mesmo diante da epidemia. “Insistimos que é hora de fortalecer as paralisações no dia 18. Quanto aos atos, está evidente que a realidade colocada pela pandemia apresenta situações que podem levar a impedimentos, que devem ser acompanhadas, levadas em consideração e analisadas caso a caso”, orientou.

O dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas Atnágoras Lopes destacou que paralisações já estão previstas em diversas categorias e que isso deve se espalhar pelo país. “Façamos um dia nacional de greves e paralisações rumo a construção de uma Greve Geral, única forma de barrar os ataques de Bolsonaro, dos governos estaduais e municipais e garantir nossas reivindicações”.

É importante que façamos um #18M forte com a exigência em defesa do emprego, dos direitos, da Educação, da saúde, dos serviços públicos e das liberdades democráticas.

Além disso, exigir a imediata suspensão do pagamento da dívida e revogação da EC-95 (que estabelece Teto dos Gastos Públicos) para que se invista na ampliação da prevenção e atendimento aos trabalhadores afetados pelo Coronavírus e estabilidade no emprego para todos os trabalhadores.

A central criou um programa de exigências ao governo para barrar essa pandemia e evitar uma maior disseminação da doença.

Confira:

Programa dos trabalhadores pra enfrentar a pandemia do coronavírus defende política e ação das empresas

Bolsonaro: Exigimos políticas públicas dos governos e empresas têm de assumir suas responsabilidades. O lucro não está acima da vida

Precisamos transformar as necessidades dos num programa que nos permitam lutar pelos direitos, salários, empregos e por nossas vidas.

Para enfrentar essa pandemia, exigimos:

– Suspensão imediata do pagamento da dívida, das reformas ultraliberais de Paulo Guedes e revogação imediata do teto de gastos, a Emenda Constitucional 95. É preciso investir em saúde e educação como prioridade para a população;

– Imediata revogação do teto dos gastos para investir nos SUS, por mais leitos e UTI’s e estrutura nos hospitais públicos para enfrentar a epidemia do Coronavírus;

– O governo corta verbas para universidades e pesquisa. É preciso investir no setor de Ciência e Tecnologia e na pesquisa sobre o vírus. Cientistas brasileiros da USP e do Instituto Adolfo Lutz são vanguarda na descoberta do sequenciamento genético do vírus;

– Não às privatizações e mais Estado para garantir políticas públicas e combater a pandemia do Coronavírus;

– Por uma ampla campanha de vacinação contra a gripe, pública e pelas empresas, para reduzir o fluxo de falsas suspeitas do Coronavírus nos hospitais;

– Garantir direitos e liberdades democráticas. Direito de organização, paralisações e greves. É preciso transparência nas informações a respeito da propagação do vírus;

– Todas as instituições de saúde particulares devem ser obrigadas a atender suspeitos de infecção pelo Coronavírus;

– Empresas se aproveitam do Coronavírus pra demitir trabalhadores. Nenhuma demissão. Estabilidade no emprego já;

– As empresas devem ser responsáveis. Limpeza e higienização nos locais de trabalho, equipamentos de proteção e protocolos de prevenção e segurança para os trabalhadores;

– Pelo fim da exigência de carência nos planos de saúde para atendimento de casos com Covid-19;

– Abono de faltas para os pais e mães com filhos pequenos caso haja suspensão de aulas ou de suspeita de infecção pelo vírus e necessidade de isolamento, assim como abono para os que cuidam de idosos;

– Cipeiros devem ser treinados e orientados para ajudar nas orientações e fiscalização no local de trabalho;

– Empresas de aplicativos, como a Uber e iFood por exemplo, precisam se responsabilizar por trabalhadores precarizados sem contrato de trabalho, sem contribuição ao INSS ou convênio médico;

– Medidas de suspensão do trabalho precisam ser tomadas, se necessário. O lucro não pode estar acima da vida;

– Licença remunerada para casos individuais e coletivos de quarentena. Casos que excederem os 16 dias de afastamento não devem necessitar de perícia do INSS;

– Os profissionais de saúde enfrentam o maior risco de contaminação diante desta epidemia e precisam ser protegidos: orientações de higiene e uso de equipamentos de proteção, e treinamento e rotinas assistenciais que evitem a sobrecarga de trabalho;

– Quem trabalha com atendimento ao público: limpeza e higienização nos locais de trabalho, equipamentos de proteção, vacinação e o protocolo de Prevenção e Segurança;

– Universidades que suspenderem as aulas, devem suspender o trabalho de todos do campus;

– Controle dos preços medicamentos, itens de higiene e alimentação e distribuição de alimentos às famílias carentes;

– Extensão de tempo do seguro desemprego aos desempregados;

– Proteção social e medidas de higiene a moradores de rua e imigrantes;

– Isenção das tarifas de aluguel, água e luz aos mais pobres.