Cinco haitianos são mortos em protesto contra a missão da ONU

Aumenta hostilidade à tropa de ocupação liderada pelo Brasil no Haiti, polícia responde com mais repressãoAs hostilidades às forças de ocupação dos capacetes azuis da ONU liderada pelas forças armadas do Brasil – a chamada Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) – aumentaram esta semana. Em manifestação contra a ocupação do país, cinco pessoas morreram e outras ficaram feridas nesta quarta-feira, 27 de abril, devido a um tiroteio entre policiais e manifestantes na capital do Haiti, Porto Príncipe.

O tiroteio começou quando os manifestantes passavam em frente à sede da cada vez mais odiada tropa “de paz” liderada pelo Brasil, a Minustah. Ao se aproximarem do local, policiais usando máscaras dispararam contra os manifestantes.

Agências internacionais afirmam que os manifestantes pediam a volta de Aristide, que fez um governo abertamente pró-imperialista, a libertação de ex-funcionários do governo e o fim da perseguição política por parte do governo interino e das forças de ocupação.

Na verdade, a Minustah já havia recebido acusações de crimes de guerra e atentados aos direitos humanos, em extenso relatório da ONG Justiça Global e da Universidade de Harvard que denuncia a missão internacional por apoiar o terrorismo de Estado contra a população haitiana, e recebeu visita de uma Missão Internacional de Investigação e Solidariedade – com representantes de organizações de vários países – encabeçada pelo Jubileu Sul no início de abril. A ocupação já dura mais de um ano.