Reitoria da Uerj aprova ataque à reserva de vagas

Para reitoria, desde 2001, alunos entram sem merecerNuma votação escandalosa, após duas tentativas de aprovação frustradas pelo movimento estudantil, a Reitoria conseguiu o que queria. Cedendo as pressões dos donos de escolas e cursinhos, a reitoria conseguiu aprovar no Conselho Superior de Ensino Pesquisa e Extensão as mudanças no formato do vestibular, aprofundando o funil para entrar na universidade. Somente aqueles que acertarem 20% das questões na 1ª fase do vestibular passarão para a etapa discursiva.

Na verdade a reitoria quer criar uma cláusula de barreira, burlando a reserva de vagas para impedir a entrada dos negros e egressos de escolas públicas nesta universidade, remanejando as vagas de quem não alcançar a nota mínima para os sempre beneficiados alunos da rede privada de ensino, ao invés de aumentar o número de vagas.

PERSEGUIÇÃO
Enquanto o “magnífico” Reitor, professor Nival Nunes ameaçava os estudantes com sindicância e um código disciplinar (que sequer existe) uma câmera filmava toda a sala dos Conselhos. Após esta votação, os estudantes tomaram a Ata da Administração Central e impediram a saída do Reitor e seus assessores, exigindo a entrega da fita. A reitoria tenta a todo custo responsabilizar o PSTU e os servidores técnico-administrativos pelas manifestações contra a sua gestão, como se fossem apenas estes setores os contrários a falta de democracia e a privatização da universidade.

O vice-reitor Ronaldo Lauria comprometeu-se a entregar cópia da fita, a não punir ou ameaçar qualquer membro da comunidade por suas opiniões e também a estudar a possibilidade de revogação do que foi decidido pelo CSEPE (Conselho Superior de Ensino Pesquisa e Extensão). Além disto, afirmou que a Reitoria abrirá um amplo debate com a comunidade universitária sobre o sistema de vestibular, mas apenas para o concurso de 2007, deixando nítido que não pretendem rever a medida arbitrária aprovada.

A Reitoria também não apresenta solução para os atrasos das bolsas da Faperj e da CNPq e muito menos sobre a construção do Bandejão gratuito para a graduação. Sem falar na manutenção dos prédios, aquisição de livros e material de laboratório e concurso para novos professores e funcionários!