Campanha dá largada na montagem de comitês e na coleta de assinaturas

Nas passeatas e atos do dia 15, as duas palavras-de-ordem mais cantadas indicam a compreensão de que a luta contra a guerra e contra a Alca é uma só: “Chega de bomba. Chega de ataque. Fora o imperialismo do Iraque” alternava com “Ô Lula, eu quero ver, o Plebiscito sobre a Alca acontecer”.
O abaixo-assinado, presente em todas as passeatas, foi assumido com entusiasmo e milhares de assinaturas foram coletadas em pouco tempo. Depois das grandes manifestações deste dia 15, é possível e necessário montar os comitês contra a guerra e contra a Alca em toda parte.
Palestras e debates sobre estes dois temas, explicando a vinculação entre eles, é outra atividade decisiva e que começa a ser realizada com sucesso. O PSTU de São Paulo realizou palestras para mais de 750 pessoas. Os comitês na base se formam com facilidade. Na Faculdade de Letras da USP, em uma única atividade com a calourada, 50 estudantes se dispuseram a integrar o comitê e levar adiante as campanhas.
Atividades de agitação sobre os dois temas e coleta de assinaturas também aglutinam muitas pessoas e dão resultados importantes. Na Baixada Fluminense, militantes do PSTU colocaram uma banca por duas horas numa praça, coletaram mais de duas mil assinaturas, contataram muita gente e incorporaram mais pessoas na campanha
A largada na campanha está facilitada pela edição, por parte da Coordenação Nacional, de um milhão de panfletos. As entidades e ativistas devem se dirigir às coordenações estaduais para pegar o panfleto e distribuí-lo nos Estados. As entidades, na medida do possível, devem reproduzi-lo para que o mesmo possa atingir mais trabalhadores, jovens e populares.
A campanha contra a Alca, a dívida e a militarização – vinculada à campanha contra a guerra – se torna cada dia mais necessária. Pois o governo Lula está dando continuidade às negociações da Alca, ignorando o Plebiscito Popular e, para piorar, nos mesmos moldes do governo FHC. O governo não apenas entregou as propostas brasileiras no dia 15 de fevereiro – e o fez sem qualquer discussão com o povo e entidades do movimento –, como segue negociando os termos da Alca nas comissões criadas para este fim.
Ao lado, publicamos o comunicado da campanha nacional que fala destas negociações, exige transparência e a realização do Plebiscito Oficial em 2003.
Post author Mariucha Fontana,
da Redação
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