Ato da Esquerda Socialista e Democrática em SP reafirma divisão do movimento

A Esquerda Socialista Democrática (ESD) realizou em São Paulo, na última sexta-feira, dia 19/03, um ato político denominado “Construir um novo Partido de esquerda para debater uma nova legenda”.

Estavam presentes na mesa do ato os parlamentares “radicais” expulsos do PT João Fontes, Baba, Luciana Genro, a senadora Heloísa Helena os intelectuais Francisco de Oliveira, Roberto Romano, Ricardo Antunes, Paulo Arantes, entre outros.

Militantes do PSTU também estiveram presentes no ato, distribuído panfletos denunciando a sua exclusão e a de setores que não concordavam com as opiniões da direção da ESD e exigindo a formação de um movimento único para construir um novo partido de esquerda.

Dirceu Travesso, membro da executiva da CUT/SP e membro da direção nacional do PSTU, reafirmou a necessidade de construir um novo partido de esquerda diante da capitulação do governo Lula e do PT ao capital financeiro e suas instituições como o FMI. Dirceu também denunciou a ausência da unidade na construção do novo partido. “Gostaríamos de estar nessa mesa debatendo o novo partido e não fazer apenas uma saudação”. Para Dirceu se houvesse o debate, proporcionaria a total liberdade de discussão no interior do movimento para construir um programa socialista, revolucionário e de ruptura com a institucionalidade.

A senadora Heloísa Helena reconheceu a existência de diferenças de concepções programáticas, mas para ela, a hipótese de travar essa discussão dentro de um único movimento está completamente descartada. Segundo Heloísa Helena, “os companheiros que tiverem acordo conosco estão convidados a se filiar em nosso partido, agora os companheiros que tem acordo com as concepções do PSTU recomendo que se filiem ao PSTU”.

No ato realizado em São Paulo, os companheiros da Esquerda Socialista e Democrática reafirmaram sua recusa em construir um movimento unitário. Infelizmente, essa atitude só dissemina a confusão entre milhares de militantes que estão rompendo com o PT. A luta pela a unidade ainda não terminou. Todos os militantes que defendem a construção de um novo partido devem se pronunciar contra essa decisão e exigir a unidade do movimento.