A força da greve e das manifestações nos estados

SÃO PAULO

Enterro da reforma

GRANDE SP – Os servidores realizaram o enterro da reforma da Previdência no centro de São Paulo. Em seguida os manifestantes se reuniram em frente ao TRF na Avenida Paulista. Participaram fiscais da Receita Federal, servidores do INSS e do Judiciário Estadual. Todas essas categorias pararam e aprovaram a greve por tempo indeterminado. Os policiais federais também pararam e protestaram doando sangue na Santa Casa. No aeroporto de Guarulhos, funcionários da Receita Federal fizeram operação tartaruga. 60% dos servidores do Banco Central aderiram à greve.

RIBEIRÃO PRETO – A manifestação no início da greve do funcionalismo reuniu cerca de mil pessoas no centro. Além dos servidores federais, do Judiciário e da Receita, estiveram presentes sindicalistas do funcionalismo estadual, como da Apeoesp.

BAURU – Um ato na Praça Rui Barbosa reuniu mais de 500 manifestantes. Depois, uma passeata percorreu a principal avenida da cidade, com entidades de servidores, sindicatos, grêmios estudantis e o PSTU.

RIO DE JANEIRO

Mil servidores marcam o início da greve

Professores, funcionários e estudantes de universidades públicas, trabalhadores de ministérios e autarquias do governo, servidores estaduais e municipais participaram do ato unificado convocado pelo Fórum Fluminense em defesa da Previdência. O protesto, realizado no dia 8 à tarde na Cinelândia, usou de muita criatividade para mostrar a indignação com a PEC 40.

Charangas, bonecos e telões construíram o cenário da manifestação da qual participaram mais de mil servidores. Os destaques foram os bonecos do presidente Lula e o do ministro Ricardo Berzoini.

BAHIA

Servidores baianos páram 

Diversos órgãos federais pararam: DRT, Fundacentro, Fazenda, Ibama, INSS, IBGE, Ministérios da Saúde e Agricultura e Funasa. Outros fizeram assembléias e continuarão discutindo a greve. Aposentados estão indo aos locais que ainda não aderiram à mobilização para defender a greve. Materiais de campanha estão sendo distribuídos à população.

RIO GRANDE DO SUL

Ato reforça unidade do movimento

Centenas de professores protestaram na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini, em Porto Alegre. Perto do meio-dia, os professores foram até o Largo Glênio Peres, onde cerca de três mil participaram do ato convocado pela CUT e sindicatos.

Sindicalistas e lideranças rechaçaram a proposta de “reforma“. Com faixas e distribuindo panfletos à população, se fizeram presentes também os auditores e técnicos da Receita Federal, que paralisaram totalmente suas atividades na capital.

Com palavras-de-ordem como “agora é greve“ e “ou pára essa reforma ou paramos o Brasil“, os servidores exigiram a retirada da PEC 40.

“Existe, hoje, uma articulação para dividir o movimento dos servidores públicos, através da apresentação de emendas cosméticas“, disse a deputada federal Luciana Genro (PT).
Foi inaugurado um painel para expor fotos de parlamentares que votarem na “reforma“. Ao final, um abraço à sede do INSS simbolizou a defesa de uma Previdência Social pública.

SANTA CATARINA

Mais de 4 mil nas ruas de Florianópolis

O ato dos servidores públicos reuniu mais de 4 mil no centro da capital pela retirada da PEC 40 e contra a privatização da Previdência. Após o ato, os servidores saíram em passeata e distribuíram panfletos explicando para os trabalhadores da iniciativa privada o que eles perderão com a reforma.
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