Terminais rodoviários parados e manifestação de rua marcam o 30 de agosto em Fortaleza

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Aquele que poderia ter sido um dia comum na rotina de milhares de trabalhadoras e trabalhadores cearenses transformou-se num importante dia de reflexão e manifestação de muita indignação. Além da adesão de categorias como a da construção civil e do serviço público federal, a paralisação do transporte urbano desencadeou a parada das atividades de diversas outras categorias no dia nacional de paralisações convocado pelas centrais sindicais.

Em todos os terminais da cidade, assim como na rodoviária Engenheiro João Tomé, os ônibus foram parados durante o período da manhã e liberados no início da tarde.

De modo geral, a população mostrou-se disposta a compreender a importância do que naquele dia acontecia em todo o país: aproximavam-se dos carros de som para ouvir as intervenções, pediam materiais como panfletos e adesivos e, em alguns casos, pediam espaço para expressar apoio e indignação diante dos descasos dos governos de Roberto Cláudio e Cid Gomes (ambos PSB).

Essas ações de paralisação foram organizadas pela CSP Conlutas (Central Sindical e Popular), com o apoio da militância do PSTU, Consulta Popular e Assembleia Nacional de Estudantes – Livre (ANEL). Entidades da base da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e movimento popular se incorporaram ao ato de rua.


 

Cerca de 2 mil pessoas participaram da manifestação que saiu da Praça da Bandeira, cortando ruas e avenidas, até chegar à Prefeitura Municipal. Foi formada uma comissão com o objetivo de questionar o andamento da pauta de reivindicações entregue no dia 11 de julho. Contudo, alegando que o prefeito não estava presente, a Prefeitura propôs um representante para recebimento da comissão, o que não foi aceito pelos manifestantes.

Com manifestações de rua e paralisação da produção, o 30 de agosto serviu para reforçar que não deve haver nenhuma confiança nos governos municipal, estadual e federal e que, principalmente, segue a disposição de luta da juventude e dos trabalhadores. Em Fortaleza, as entidades que participaram do dia de lutas agora se preparam para organizar ações unificadas para o 7 de setembro, quando acontece, em todo o país, o Grito dos Excluídos. Eis o próximo passo.