Belém (PA): PSTU chama voto nulo no 2º turno das eleições

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Sempre houve uma grande disputa de dois grupos oligárquicos em nosso estado: o PSDB e o PMDB. O sonho de Jader Barbalho (PMDB) é eleger o seu filho Helder Barbalho como governador do Estado em 2018, e nós do PSTU sempre lutamos contra essas velhas oligarquias. Nós sabemos que o PSDB de Zenaldo e Jatene tem que ser derrotados e extirpados do cenário político do Pará e no Brasil porque são tradicionais representantes da burguesia, mas é preciso derrotar também o PMDB de Maneschy, Jader Barbalho e Michel Temer que, junto com o PSDB, estão atacando duramente a classe trabalhadora: votaram juntos a favor da PEC 241/2016 e querem votar a reforma da Previdência e Trabalhista para flexibilizar os direitos, aumentar a jornada de trabalho e o limite de idade para a aposentadoria.

É necessário derrotar esses ataques e para isso precisamos construir uma Greve Geral no país para defender os direitos da classe trabalhadora brasileira e botar para fora Temer e todos os corruptos do Congresso Nacional.

O PSTU lançou candidatura própria com Cleber Rabelo candidato a prefeito. Não fizemos coligação com o PSOL no 1º turno destas eleições, em primeiro lugar, porque diante da grave crise econômica, política e social que vive o nosso país, o PSOL e todos os seus deputados, incluindo Edmilson Rodrigues, votaram a favor da ex-presidente Dilma que atacou a classe trabalhadora dificultando o acesso ao PIS, ao seguro-desemprego, pensão por morte, além de seguir priorizando os banqueiros, o agronegócio, leiloando os poços de petróleo, entregando os hospitais universitários para a iniciativa privada e fazendo concessão de rodovias, portos, aeroportos e etc.

Em segundo lugar porque, diante da grave crise que vive o país, e também nossa cidade, o PSOL não apresentou um programa para colocar Belém nas mãos dos trabalhadores, enfrentar os empresários, os privilégios dos políticos e a falsa democracia dos ricos, chamando os trabalhadores a se mobilizar por este programa.

Em terceiro lugar porque o PSOL, seguindo o mesmo caminho que trilhou o PT, fez alianças com partidos ligados aos empresários e latifundiários como é o caso do PDT, PV e PPL. PDT e PV sempre caminharam juntos com o PSDB em Belém, sendo base de sustentação dos Governos Jatene, Duciomar e Zenaldo.

Nesse 2º turno, perante a vontade e necessidade que tem a base trabalhadora de derrotar Zenaldo, chegamos a debater a possibilidade de defender um voto crítico no PSOL, fazendo um chamado a que Edmilson rompesse com seus aliados patronais. Chamar o voto crítico, mas alertando os trabalhadores que, com tais alianças e programa, uma prefeitura governada por Edmilson não traria mudanças significativas para a melhora de vida dos trabalhadores. E que, portanto, os trabalhadores deviam se preparar para lutar e não depositar nenhuma confiança em Edmilson.

Mas como se não bastassem as alianças patronais do 1º turno que impossibilitavam um governo que melhorasse a vida dos trabalhadores, nesse 2º turno Edmilson ampliou as alianças ainda mais. Realizou um evento em um hotel para formalizar o apoio de Úrsula Vidal candidata da REDE, partido que apoiou Aécio Neves no 2º turno das últimas eleições presidenciais, e outro evento para anunciar o apoio do Maneschy que disputou a prefeitura como candidato do PMDB.

O PSOL usa a justificativa de que o apoio de Maneschy é individual e que não representa uma posição do PMDB. Isso é uma tentativa de Edmilson diminuir o desgaste em uma parte da sua base por se alinhar com um dos principais grupos oligárquicos do estado.

Aliar-se com o PMDB de Temer em Belém é o mesmo que fez o PT no país, com a dobradinha Dilma-Temer e suas alianças com a maioria da corja de corruptos do Congresso Nacional durante o tempo que durou seu mandato. Esse caminho que o Edmilson está escolhendo, além de levar a uma gestão que não enfrentará os ricos e poderosos, enfraquece a nossa luta nacional contra Temer (PMDB), o PSDB, esse Congresso e suas reformas contra a classe trabalhadora.

Para fortalecer a luta da classe trabalhadora e da maioria do povo pobre de Belém e também do Brasil, Edmilson Rodrigues precisaria fazer diferente do que sempre fez o PT, romper com os partidos burgueses (PV, PDT, Rede e PMDB) e chamar os trabalhadores a luta e apoiar a Greve Geral para derrotar as reformas de Temer –PMDB , do PSDB, da patronal, e construir um programa para a prefeitura de Belém que atendesse os interesses dos trabalhadores, da juventude, dos LGBT’s, das mulheres, dos negros e negras, do movimento popular, dos assentamentos e ocupações, do povo pobre do nosso município, com total independência de classe sem financiamento de empresas.

Porém, diante da postura de Edimilson de manter as alianças com partido patronais e ampliar ainda mais essa aliança, fazendo acordo com o PMDB de Maneschy, Barbalho e Temer, seguindo os passos do PT e do governo de Dilma-PT, o PSTU chama os trabalhadores a votarem nulo no 2º turno das eleições em Belém e a organizarem a luta, se somando à preparação da Greve Geral em defesa dos nossos direitos.

Zenaldo e o PSDB são declarados inimigos da classe trabalhadora e precisam ser derrotados, mas a campanha de Edmilson Rodrigues com esse arco de alianças vai enfraquecer nossa luta e decepcionar os trabalhadores, assim como aconteceu com o PT.

Precisamos construir uma nova alternativa que só pode se dar com a ruptura com os partidos burgueses, mas infelizmente Edmilson e o PSOL seguem no caminho inverso.

14 de outubro de 2016
Diretório Municipal do PSTU