Foto: Imprensa PSTU

O PSTU realizou o seu XI Congresso Nacional nos dias 16 e 17 de abril. Nos dois dias do evento, as delegadas e delegados presentes debateram e aprovaram resoluções sobre a conjuntura brasileira, eleições 2022, a construção do Polo Socialista Revolucionário, a luta permanente contra machismo, a comunicação partidária e mudanças estatutárias.

O Congresso foi realizado a cidade de Caraguatatuba, SP e contou a participação da militância de todos os Estados em que o PSTU tem diretório.

“O Congresso é a instância máxima de deliberação do partido, que é precedido de meses de debates com a militância, com a mais ampla democracia. Neste Congresso, tivemos o desafio de aprovar resoluções que respondam à crise econômica, política e social que atravessa o Brasil, hoje governado por um presidente genocida, reacionário, que flerta com o autoritarismo e deseja impor uma ditadura no país”, diz Zé Maria de Almeida, presidente Nacional do PSTU.

“No marco desta situação, temos o desafio de apontar uma política para se enfrentar com Bolsonaro e apresentar uma saída socialista aos trabalhadores e ao povo pobre de nosso país. Bolsonaro é nosso inimigo número um e para derrotá-lo precisamos construir um polo político com independência de classe e não uma frente ampla com grandes setores da burguesia brasileira, como fazem o Lula, PT, PCdoB e o PSOL. Por isso, o PSTU impulsiona e constrói nas lutas diárias o Polo Socialista Revolucionário”, completa Zé Maria.

Eleições 2022

No tema das eleições, debateu-se a necessidade e a importância de apresentar um projeto socialista e revolucionário, que apresente respostas às necessidades mais sentidas pela classe trabalhadora e o povo pobre de nosso país, na perspectiva da superação do capitalismo e da construção de uma outra sociedade, uma sociedade socialista.

Foi reafirmada a construção do Polo Socialista Revolucionário como um espaço aglutinador dos socialistas que não embarcaram no projeto de conciliação de classes do PT, que organiza uma frente ampla com a burguesia e terá Alckmin, um inimigo declarado dos trabalhadores, como vice na chapa com Lula.

A resolução aprovada no Congresso, além de reafirmar a construção do Polo Socialistas e Revolucionário com ativistas e correntes independentes e correntes que estão no interior do PSOL, referendou o nome de Vera como pré-candidata do PSTU à presidência do Brasil. Operária, mulher, negra, nordestina e socialista, Vera será a porta-voz de um programa coletivo na defesa do socialismo.

“Vamos defender um programa que se enfrenta com governo reacionário de Bolsonaro e com o projeto de conciliação de classes do PT, que já tivemos a experiência e vimos que o resultado foi a desmobilização, desorganização e desmoralização da classe trabalhadora. É preciso construir uma alternativa com independência de classe, em defesa do socialismo. O socialismo que defendemos rejeita o autoritarismo burocrático da experiência stalinista. Nele, o poder deve ser exercido com democracia operária, pela auto-organização da própria classe e da juventude de modo que sejam os trabalhadores e o povo que decidam de forma efetiva o que fazer e como fazer no país. Queremos que a classe trabalhadora e o povo pobre assumam o controle do poder político e governem o país”, ressalta Vera.

Deliberou-se, também, pela cessão da legenda do PSTU aos ativistas que estão conosco na construção do Polo Socialista Revolucionário. Que os lutadores, que acreditam e lutam pelo socialismo, se filiem ao PSTU.

Foto: Imprensa PSTU

Combate ao machismo e todas as formas de opressões

O Congresso Nacional do PSTU debateu as lutas que o partido trava historicamente – interna e externamente – contra todas as formas de opressões. O PSTU tem Secretaria Nacional de Mulheres, Secretaria Nacional de Negras e Negros e Secretaria Nacional LGBT. O partido incentiva a criação dessas secretarias nas regionais.

Aprovaram-se resoluções para fortalecer essa luta, formando quadros militantes mulheres, negras e negros, e LGBTs, como dirigentes e figuras públicas do partido. Seguir com os cursos básicos sobre o tema das opressões e com as publicações de materiais (cartilhas e livros).

Comunicação

Um tema bastante debatido foi a importância de avançar na comunicação do partido. Foram apontadas medidas que avançam nessa direção. Foi aprovada fortalecer a Equipe Nacional de Comunicação e construir equipes de comunicação nas regionais.

Foi votado reformulações no site nacional do partido; no jornal impresso quinzenal, o “Opinião Socialista”; e a construção de um plano de comunicação voltado às redes sociais.

Mudanças estatutárias

O Congresso debateu e aprovou as alterações no Estatuto do PSTU para adequação à Lei nº 14.192/2021 e Resolução nº 23.609/2019.