Vera e Hertz lançam pré-candidaturas em Santa Cruz do Sul

Fotos e reportagem de Cláudia Priebe, do PSTU Santa Cruz, e Rodrigo Barrenechea, do PSTU Santa Maria

Interior do Rio Grande do Sul. Podia estar frio, mas não está. Faz um tempo agradável, apropriado para discutir política, isso numa das cidades mais industrializadas da região central do Estado. Nesta quarta (30), os pré-candidatos à presidência do PSTU, Vera Lúcia e Hertz Dias, estiveram em Santa Cruz do Sul, coração da chamada zona fumageira. Ali encontram-se as principais indústrias de tabaco, que recebem a produção das cidades vizinhas, além de algumas fábricas metalúrgicas.

A visita de Vera e Hertz começou no início da tarde, com entrevistas de rádio na Gazeta do Sul, na Santa Cruz AM e na Arauto FM, as rádios de maior audiência da região. Além disso, os dois, acompanhados da militância do partido, estiveram distribuindo o manifesto “Um convite à rebelião” na saída dos trabalhadores da metalúrgica MOR, uma das maiores da cidade.

No início da noite, convidados pela regional de Santa Cruz, Vera e Hertz participaram de um ato de lançamento do manifesto na Câmara dos Vereadores da cidade. Acompanhados de representantes das regionais Santa Cruz, Bagé e Santa Maria, três das maiores do interior do Rio Grande, Vera e Hertz falaram da necessidade de uma rebelião e como o projeto político do partido é maior do que o momento passageiro das eleições. “O capitalismo vive uma profunda crise, desde 2008. Para que eles consigam sair dessa crise, vão precisar derrotar a classe trabalhadora. Mas existe a outra alternativa, que é intensificar esse processo de organização, intensificar a resistência e, talvez, que este país entrar numa situação revolucionária“, disse Hertz sobre as lutas contra o aumento da exploração dos trabalhadores.

Já Vera afirmou que “muitas mães e muitos pais têm chorado a morte de seus filhos, porque eles são tratados como bichos. E não podemos achar que isso é uma coisa normal. Isso tem a ver com a ideia de que não existe racismo, não existe machismo. Então, somos todos vítimas desse sistema. O sistema capitalista se utiliza de nossas diferenças para intensificar a exploração. Só a luta contra esse sistema, contra o capitalismo, e por uma sociedade socialista, pode mudar isso“.

As cerca de 70 pessoas presentes saíram dali com uma certeza: a necessidade da rebelião é não apenas urgente. É a única forma de solucionar a fome, a pobreza e as injustiças decorrentes do capitalismo em que vivemos.