Um chamado à esquerda da CUT e ao PSOL: venham para a luta

O próximo dia 16 de junho será um grande dia de manifestações contra as políticas implementadas pelo governo Lula. Mas poderia ser ainda mais forte se os setores da Esquerda da CUT e o recém criado PSOL aderissem a essa luta.

Infelizmente, a maioria desses setores está boicotando essa mobilização. Eles argumentam que a manifestação de 16 de junho foi organizada apenas pelo PSTU. Em primeiro lugar, isso é um desrespeito com as centenas de sindicatos que participaram do Encontro Nacional Sindical Contra as Reformas e decidiram pela criação da Conlutas e pelo dia 16. É um desrespeito com o ANDES (professores universitários) e UNAFISCO (auditores da Receita Federal) que estão convocando o ato, no qual se incluem alguns companheiros dessas correntes que estão também engajados na preparação do ato.

Mas não é só o problema do desrespeito. É mais grave. É como não apoiar uma greve, por ter desacordo com um setor de sua direção. Como se trata de uma expressão da luta de classes, ao se boicotar a luta dos explorados, reforça-se a posição dos exploradores. Para isso, alguns dos dirigentes do PSOL estão utilizando táticas vergonhosas. Para poder evitar a ida de um ônibus da Previdência de São Paulo para o ato, Junia Gouveia afirmou que iam “bandidos” para o ato.

Essa política enfraquece as lutas dos trabalhadores e fortalece a CUT e o governo.
É preciso que esse setor reveja sua postura e se integre à preparação do dia 16.

“Nem a CUT, nem a Força Sindical falam em nosso nome”

Essa frase está escrita em uma das faixas que regionais da Conlutas estão preparando para o ato de Brasília. E isto tem uma explicação.

A CUT se tornou a maior central chapa branca do país; jogou no lixo seus 20 anos de história, forjada a partir das lutas, ainda na época da ditadura militar, agora tornou-se a central chapa branca na implementação da política neoliberal imperialista pelo governo Lula. Por isso, a CUT precisa tanto da reforma Sindical, para fortalecer sua cúpula e enfraquecer o poder dos sindicatos e das decisões de base. Assim, poderá negociar direitos históricos dos trabalhadores, como as férias e o décimo terceiro salário.

A Força Sindical já nasceu pelega, apoiou Collor e FHC. Hoje também está apoiando as reformas Sindical e Trabalhista do governo, e está ligada à oposição burguesa do PFL-PSDB.

A UNE também entra neste rol de direções que traem o movimento e não moverá uma palha na luta contra a reforma Universitária e em defesa do ensino público, gratuito e de qualidade no país.

As manifestações de Brasília passam por fora dessas direções, buscam construir uma oposição de esquerda ao governo Lula.

Post author Eduardo Almeida, da redação
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