Trabalhadores e trabalhadoras da cultura e da arte lançaram manifesto em apoio à pré-candidatura de Vera à presidência do Brasil pelo PSTU e pelo Polo Socialista Revolucionário. Leia o manifesto na íntegra aqui.

O manifesto parte da análise de que na sociedade em que vivemos, “dividida em classes, o conhecimento científico e cultural não é tratado como um bem comum a todos. A arte entra no circuito da acumulação capitalista, apresenta-se como mercadoria, deforma-se para servir aos interesses de grandes grupos capitalistas que buscam suprimir a diversidade artística e direcionar a arte para um produto de massas, padronizado, acrítico, comercializável de modo mais fácil”.

O documento pontua a desigualdade do acesso à cultura em nosso país. “O acesso a cultural é desigual na sociedade capitalista e muito mais restrito aos negros e negras no Brasil. Uma pesquisa do IBGE mostra que 44% dos negros vivem em cidades sem salas de cinema, contra 34% de pessoas brancas; 37% dos negros vivem em cidades sem museus, contra 25% de pessoas brancas. Dados do IPEA revelam ainda que 70% dos brasileiros nunca foram a um museu ou centro cultural. A exclusão econômica dos negros e negras da classe trabalhadora também vira uma exclusão do acesso aos equipamentos culturais”, afirma o manifesto.

No texto, ressalta-se que “os artistas e trabalhadores da cultura que integram o Polo Socialista e Revolucionário são parte da resistência artística e cultural da classe trabalhadora e estão na luta contra a política cultural de Bolsonaro, dos governos estaduais e das prefeituras”. O manifesto tece uma dura crítica a falta de políticas públicas voltadas à arte e cultura por parte do governo federal, assim como pontua as limitadas políticas culturais aplicadas durante os 14 anos de governos do PT, que não enfrentou os grupos capitalistas da indústria cultural de nosso país. Ao contrário, segue apoiando e financiando com dinheiro público esses grandes grupos econômicos.

O manifesto termina fazendo a defesa da pré-candidatura da Vera. “A pré-candidatura de Vera representa para os trabalhadores da arte e cultura a possibilidade de enfrentar os grupos capitalistas da indústria cultural, tirando das mãos desse setor parasita a imensa estrutura de produção cinematográfica, fonográfica, de comunicação etc. para colocar a serviço dos trabalhadores da cultura”, destaca.

“A pré-candidatura de Vera está a serviço de todos aqueles que lutam por uma arte independente e revolucionária, que lutam pela democratização e socialização dos equipamentos culturais, que lutam por uma sociedade livre de toda a exploração e opressão, que estão na trincheira por uma sociedade socialista, na qual o acesso à cultura e ao fazer artístico será um direito de todos e todas”, finaliza o manifesto.

Assista ao vídeo da Plenária Cultural Nacional realizada pelos artistas e trabalhadores da cultura que integram o Polo Socialista Revolucionário: