Manifestação dos trabalhadores da LG. Foto Roosevelt Cassio/SindmetalSJC

A luta em defesa dos empregos e direitos foi unificada, na manhã desta segunda-feira (12), ganhando ainda mais força para pressionar a LG e suas fornecedoras. Os trabalhadores da LG, em Taubaté, entraram em greve e se somaram às metalúrgicas da Blue Tech e 3C, em Caçapava, e da Sun Tech, em São José dos Campos, que estão de braços cruzados desde o dia 6.

Um grande ato aconteceu em frente à LG, em Taubaté, unindo as trabalhadoras das quatro fábricas. Participaram da manifestação os sindicatos dos metalúrgicos de Taubaté e de São José dos Campos, dos Correios do Vale do Paraíba, condutores de São José dos Campos, dos petroleiros de São José dos Campos e dos metroviários de São Paulo, além dos metalúrgicos da central Intersindical de Campinas, Limeira e Santos.

Antes do ato, as trabalhadoras que chegavam de São José dos Campos e de Caçapava fizeram uma breve passeata e juntaram-se às companheiras de Taubaté. A palavra de ordem durante a manifestação era “Unificou, unificou, trabalhador defende trabalhador”.

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos cobra a responsabilidade da LG na manutenção dos 430 postos de trabalho que ameaçam ser destruídos em razão do fim da produção de celulares pela marca coreana.

Se todas as possibilidades forem esgotadas, o Sindicato reivindica a estatização das fábricas, sob controle operário, para produção de celulares de marca nacional.

Proposta da LG rejeitada em Taubaté

Os trabalhadores da LG rejeitaram em assembleia, nesta segunda-feira, a proposta para indenização aos demitidos. A empresa propôs um adicional que varia entre R$ 8 mil a R$ 35.904, de acordo com o tempo de fábrica. Sem chegarem a um acordo, os metalúrgicos deram início à greve.

A LG e o Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté já estavam em negociação desde o anúncio do fim da divisão de celulares da marca. A empresa, entretanto, se recusou a negociar com o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. A recusa ocorreu durante a audiência convocada pelo Ministério Público do Trabalho, na sexta-feira (9).

A unificação dos metalúrgicos representa um importante passo em nossa luta por empregos e direitos. Não podemos admitir que a LG simplesmente vire as costas para mais de mil trabalhadores em plena pandemia. Vamos pressionar o governo federal para que faça a estatização sob controle dos trabalhadores”, afirma o presidente do Sindicato, Weller Gonçalves.