No dia 10 de março, o Brasil registrou o triste dado de 2.349 mortos em 24h, devido à Covid-19. Esse foi o maior número da pandemia registrado até o momento. Enquanto estamos nessa situação, com o aumento do número de casos e prestes a um colapso do sistema de saúde, o governo Bolsonaro segue sua política genocida. No dia 4, o governo disse: “Chega de mimimi, vão chorar até quando?”, menosprezando e levando milhares de brasileiros a morte, que poderiam ser evitadas. Além disso, o governo envolvido em corrupção até o pescoço, continua cortando nossos direitos no meio da pandemia. Bolsonaro, seus filhos e toda sua laia tem sangue nas mãos e são responsáveis pela morte e o sofrimento dos brasileiros.

Em São Paulo, a política de João Dória segue a mesma do governo Bolsonaro. Em meio ao aumento de casos e do risco de colapso da saúde, o governador declara um lockdown a partir de sábado, mas coloca as escolas como essencial, ou seja, deixando milhares de crianças, funcionários e familiares em exposição à Covid, o que vai gerar mais contaminações, mais mortes e mais colapso.

A abertura das escolas de maneira presencial já está sendo um caos, diversas escolas, inclusive particulares, tiveram que fechar devido à contaminação e, infelizmente, professores já foram vítimas fatais da doença. Em um mês de reabertura das escolas, foram registradas 21 mortes entre alunos e funcionários e 4.084 casos de Covid. O governo de Dória e seu secretário Rossieli Soares tentam se diferenciar de Bolsonaro, mas estão seguindo a mesma política de genocídio. Abertura das escolas presencialmente nesse momento é inaceitável.

Não bastasse isso, as entidades estudantis (UMES – União Municipal de Estudantes Secundaristas) e a UPES ( União Paulista de Estudantes Secundaristas) estão a favor da reabertura das escolas! Dizem que podemos voltar com os devidos “protolocos de segurança” e fizeram até visitas às escolas públicas acompanhados do secretário Rossieli. Isso é vergonhoso, de braços dados com o governo do PSDB, essa política dessas entidades estudantis é criminosa e não nos representa.

O que nós, estudantes, devemos fazer nesse momento é apoiar incansavelmente a luta que os professores e funcionários tem travado heroicamente contra a volta às aulas presenciais. É uma luta em defesa da nossa vida e dos trabalhadores, por isso a greve dos professores é essencial! Através dessa luta, no dia 9 de março a justiça decidiu que professores não podem ser convocados para aulas presenciais! Isso tudo por muita pressão e fruto da greve dos professores. Agora, precisamos intensificar essa luta para que a justiça não retroceda e que as aulas só voltem com a vacinação em massa da comunidade escolar.

O movimento Rebeldia se coloca lado a lado a esses professores e queremos organizar os estudantes para se jogar no apoio a essa luta! Vamos organizar reuniões e assembleias online nas nossas escolas, para discutir isso com a comunidade escolar e barrar a volta das aulas presenciais!

-Estudantes junto com professores e funcionários: em defesa da vida! Escolas fechadas, vidas preservadas!
– Chega de Dória e sua política genocida: por um lockdown de verdade, com renda para todos!
– Vacinação em massa já!
– Fora Bolsonaro e Mourão imediatamente! Genocidas!