Em campanha para 2022, o governador João Doria (PSDB) tenta se diferenciar de Bolsonaro, mas sua própria administração reproduz a truculência que marca o mandato do ex-aliado. Utilizando as diretorias de ensino e das escolas estaduais, persegue professores que se colocam contra seu governo, ou que simplesmente lutam contra o racismo, o machismo e a LGBTIfobia.

Em Itapecerica da Serra, região da Grande São Paulo, o professor de História e Sociologia, Alex Viana, sofre processo administrativo por participar de uma mobilização de trabalhadores da educação, alunos e familiares contra o Projeto Escola Integral (PEI), do governo do estado.

Esse projeto, imposto de forma autoritária, obriga estudantes a ficarem 8 horas dentro da escola, sem que sejam garantidos investimentos para a melhoria do ensino. Extingue, além disso, os turnos noturnos, penalizando os alunos que trabalham, além de impor um regime de trabalho mais pesado aos professores, que são obrigados a abrir mão de vários direitos como a estabilidade, e provocar o aumento do assédio moral.

Na escola do professor Alex Viana, Sophia Maria, a PEI foi implantada ameaçando os alunos com a polícia e trancando-os com grades no corredor da escola, além de vários outros absurdos.

Professora processada por aula contra racismo

Já em Taboão da Serra, a Diretoria de Ensino, a pedido da direção da escola estadual Nigro Gava, abriu processo administrativo contra a professora Viviane Pereira. Ativista do movimento negro, de defesa dos direitos das mulheres e LGBTQI’s, Viviane sofre persequição por conta dos projetos de conscientização contra o racismo em sala de aula, como o projeto “Existir e Resistir”, desenvolvido durante o mês da Consciência Negra.

Em 2019, o projeto da professora Viviane foi censurado. A frase do rapper Djonga “Fogo nos racistas”, colocada pelos próprios alunos, foi arrancada do mural da escola. Agora, a professora sofre processo por ser “exagerada” na luta contra o racismo. Viviane já realizou várias denúncias na Ouvidoria da Diretoria de Ensino sobre práticas preconceituosas sofridas por estudantes na escola Nigro Gava, mas, além de nada fazer em relação a isso, a Diretoria persegue a professora em sua luta contra o racismo.

*Com informações da Apeoesp-Itapecerica da Serra

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Procuradoria Geral do Estado de São Paulo – Coordenadoria de Procedimentos Disciplinares
Norberto Oya – Procurador do Estado
Vera Lúcia de Souza Catita – Procuradora do Estado
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Dirigente Regional de Ensino de Taboão da Serra e Embu das Artes
Prof. Me. Reinaldo Inácio de Lima
E-mail: [email protected]

Dirigente Regional de Ensino de Itapecerica da Serra e Região
Prof. Luciane Magalhães de Carvalho
Email: [email protected]

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