Reunião das centrais define: “Se colocar a reforma da Previdência para votar, o Brasil vai parar”

Manifestação em Salvador (BA) nesse dia 5

Na manhã desta sexta-feira, 8, as centrais sindicais se reuniram novamente para decidir os rumos da luta contra a reforma da Previdência. A CSP-Conlutas esteve presente e defendeu a preparação já de uma Greve Geral para quando o governo colocar a reforma em votação na Câmara. Temer anunciou que a votação deve ocorrer entre os dias 18 e 19.

A reunião definiu a palavra-de-ordem “se votar o Brasil vai parar”, chamando a Greve Geral para o dia da votação e aprovando ainda estado de greve e uma jornada de lutas nos aeroportos, pressão sobre os parlamentares, assembleias e mobilizações nas categorias. Além disso, uma nova reunião deve ocorrer no próximo dia 14.

A CSP-Conlutas orienta suas entidades a nessa semana aumentar a mobilização, realizar plenárias nos estados com todas as centrais, para organizar desde baixo a greve nacional se o governo colocar a reforma para votar“, afirma Luiz Carlos Prates, o Mancha, da Executiva Nacional da CSP-Conlutas.

 

Leia abaixo nota conjunta divulgadas pelas centrais:

Centrais sindicais: Se colocar para votar, o Brasil vai parar

As centrais sindicais repudiam e denunciam como mentirosa e contrária aos interesses do povo brasileiro a campanha que o governo Michel Temer vem promovendo para aprovar a contrarreforma da Previdência.

A proposta enviada pelo Palácio do Planalto ao Congresso Nacional não tem o objetivo de combater privilégios, como sugere a propaganda oficial. Vai retirar direitos, dificultar o acesso e achatar o valor das aposentadorias e pensões dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil, bem como abrir caminho para a privatização do sistema previdenciário, o que contempla interesses alheios aos do nosso povo e atende sobretudo aos banqueiros.

Quem de fato goza de privilégios neste país são os banqueiros e os grandes capitalistas, que devem mais de 1 trilhão de reais ao INSS, não pagam e, pior, não são punidos. Eles foram premiados pelo governo com as desonerações, a DRU (Desvinculação das Receitas da União), manobra que o governo faz para tirar dinheiro da Seguridade Social para pagar os juros da dívida incontáveis.

Os atuais ocupantes do Palácio do Planalto servem a essas classes dominantes. Tanto isto é verdade que o governo já havia desistido de aprovar a sua contrarreforma neste ano. Voltou atrás por pressão do chamado “mercado”, ou seja, do empresariado e seus porta-vozes na mídia.

A fixação da idade mínima para aposentadoria aos 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, assim como outras alterações nas regras da Previdência pública, vai prejudicar milhões de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade.

A contrarreforma do governo é inaceitável para a classe trabalhadora e as centrais sindicais e tem custado caro aos cofres públicos. Por isto é rejeitada pela maioria dos brasileiros e brasileiras.

É falsa a ideia de que existe déficit da Previdência. Para melhorar as contas públicas é preciso cobrar mais impostos dos ricos, fazer com que os empresários paguem o que devem à Previdência, taxar as grandes fortunas, os dividendos e as remessas de lucros ao exterior.

A centrais reafirmam a posição unitária da classe trabalhadora e de todo movimento sindical contra a proposta do governo e convocam os sindicatos e o povo à mobilização total para derrotá-la.

CSB
CTB
CUT
Força Sindical
Nova Central
Pública
UGT
CGTB
CSP – Conlutas
Intersindical

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