Racismo contra palestinos aumenta durante pandemia

Palestinos estão sendo proibidos de retornar ao Líbano e os prisioneiros tem seu dinheiro confiscado pelos bancos

Documento exigindo aos bancos o confisco do salário de presos palestinos sob ameaça de colaboração com o terrorismo

O Comitê Nacional de Crise e Desastre do Líbano decidiu que irá impedir palestinos de retornar ao país. Esse Comitê ainda quer que isso se estenda mesmo aos palestinos que possuam documentos autorizando a viagem. Segundo o portal al-Markazia, o Comitê de Diálogo Palestino-Libanês condenou a atitude por se tratar de uma medida discriminatória e contrária às leis nacionais e internacionais sobre como lidar com a questão palestina e os refugiados. O diretor geral de Segurança afirmou que irá apurar o caso

Alguns dias depois, na Cisjordânia, o exército de ocupação de Israel decretou que os bancos devem confiscar o salário de palestinos presos. Os bancos estão sendo ameaçados de colaboração com terroristas e sendo ameaçados com multas e prisões. Ao todo, o valor é de 42 milhões de Shekels (por volta de 70 milhões de reais), valor pago pela Autoridade Palestina aos presos.

Os palestinos estão sendo vítimas não só da pandemia, mas também do racismo. Não só o racismo sionista de Israel, mas também do governo libanês. O Líbano é bem próximo à região da Cisjordânia ocupada por Israel. Por isso é um local preferencial de refúgio de palestinos. A ação combinada da repressão de Israel com a negação do Líbano em acolhimento desses refugiados é uma sentença de morte aos palestinos. Por isso dizemos que Palestina livre é questão de vida ou morte com COVID-19.

A violência contra os palestinos não parte apenas do governo de Israel. Os próprios colonizadores também aproveitam pandemia para aumentar a violência contra palestinos. A violência por todos os lados tem a intenção de aproveitar da pandemia para aplicar o acordo do século. Esse acordo quer legalizar o roubo de terras que o acordo de Oslo não previa.