Raio teria provocado incêndio de gerador de empresa

Desde o dia 3 de novembro, a população de 13 das 16 cidades do Amapá está sem energia elétrica e o governador Waldez Goés (PDT) decretou estado de emergência.

Na maior cara de pau, os mesmos governos que causaram o prejuízo à população, agora, dizem que vão resolver os problemas em até 15 dias. Como se a população pudesse esperar diante da desgraça da falta de energia, da falta de abastecimento de água e sofrer todas as consequências que o apagão acarreta para a vida das pessoas nas cidades.

Tudo isso num momento de pandemia do novo coronavírus, onde o estado do Amapá aparece com aumento no número de casos de COVID-19.

O apagão foi ocasionado pelas privatizações do Governo Federal, com aval do governo estadual. Este último contratou a empresa espanhola Isolux para reduzir custos, repassando capital para as multinacionais, com péssima qualidade nos serviços prestados. Instalada para funcionar para garantir o lucro, terminou provocando um incêndio na subestação desta empresa. Esta não conseguiu resolver o problema e teve que pedir apoio para os trabalhadores da Eletrobrás, funcionários públicos, que irão ter que resolver os problemas e caos da privatização.

Infelizmente, esta situação de calamidade que vive a população do Amapá pode também acontecer em outros estados devido à irresponsabilidade dos governos que colocam o lucro acima da vida e pretendem piorar ainda mais o atendimento aos serviços essenciais, caso seja aprovada a Reforma Administrativa.

O apagão já atinge 89% da população. As famílias relatam o desespero que vivem, pois não é somente a falta de energia que prejudica em cheio suas vidas. Em consequência da interrupção do fornecimento de eletricidade, toda a cidade sofre com a falta de abastecimento de água, seja para beber, tomar banho, cozinhar ou para armazenar e conservar comida. Estão ainda sem comunicação, o atendimento de urgência e emergência 24 horas está precário.

O governador Waldez Goés acredita que vai conseguir abastecer mais de 700 mil famílias com 6 caminhões-pipa, sendo que dois destes caminhões-pipa servirão para abastecer os hospitais e unidades de saúde. Davi Alcolumbre (DEM), um dos responsáveis pela privatização da empresa distribuidora de eletricidade, pede solução. O Governo federal monta um gabinete de crise, mas propõe resolver o problema em 15 a 30 dias. Como se a população pudesse viver todo este tempo sem serviço de eletricidade. Um descaso com a população do Amapá e toda a região Norte, onde a produção e distribuição de energia elétrica é gigantesca.

Emitimos todo o nosso apoio e solidariedade à população do Amapá.

Diante desta situação, como estado vizinho, o Pará, na figura do governador Hélder Barbalho, não pode ficar de braços cruzados e deve enviar recursos para minimizar a situação. Deve enviar alimentos, água potável, remédios para a população do Amapá.

Para resolver os problemas do Amapá é preciso dizer não à Reforma Administrativa!

Estatização dos serviços elétricos, sob o controle dos trabalhadores!

Fora Bolsonaro e Mourão!