Peru! Nenhum apoio ou confiança em Vizcarra e suas medidas!

    Fora todos os corruptos e exploradores! A saída é um governo dos trabalhadores!

    PST-Peru

    O povo oprimido e explorado celebra o fechamento dessa cova de bandidos que é o congresso, símbolo desse regime de exploradores, capitalistas e corruptos, e que eles chamam de “democracia”.

    A reação do congresso, suspendendo Vizcarra e escolhendo Mercedes Araoz, apenas alimentou o fogo. Milhares tomaram as ruas exigindo o fechamento definitivo daquele antro de exploradores e corruptos.

    O Partido Socialista dos Trabalhadores entende que, após essa manifestação, não há vontade de defender um contra o outro, mas sim de acabar com toda a corrupção e podridão de toda a classe dominante, também responsável pelo aprofundamento da pobreza, o desemprego e a precarização do trabalho.

    Segue a ameaça
    Mas nem todos se foram, como o povo quer. Vizcarra, o presidente da reforma trabalhista, permanece governando por decreto pelos próximos quatro meses. Da mesma forma, a comissão permanente do congresso permanecerá no cargo até as eleições convocadas para janeiro de 2020.

    Assim, a ameaça contra os direitos da classe trabalhadora e do povo continua e aumenta. Prova disso são os nomes que já são cotados no palácio para formar o novo gabinete, como Luis Carranza, ministro da economia do corrupto Alan García, homem do Fundo Monetário Internacional e dos bancos privados.

    Outra prova é a foto de Vizcarra posando ao lado da alta cúpula militar e policial, e o pronunciamento posterior das três armas, garantindo aos patrões que eles “manterão a ordem” com força, se necessário, como fizeram contra a greve dos trabalhadores da mineração, para continuar implementando a agenda da Confederação Nacional das Instituições Empresariais Privadas –  CONFIEP: tia María, privatização da Sedapal, reforma trabalhista, etc.

    Qual a proposta da esquerda?
    Enquanto o fujimorismo e companhia pediram a intervenção da OEA, o verdadeiro “ministério das colônias” dos EUA, a “esquerda” parlamentar aposta na saída eleitoral, depositando suas esperanças no próprio Vizcarra, a quem pedem, inclusive, para convocar eleições para uma assembleia constituinte.

    Para essa “esquerda”, a crise política que estamos vivendo é um produto do fuji-aprismo. No entanto, a verdade é que a responsabilidade da crise recai sobre a classe dominante e seus partidos.

    É uma crise causada pela Lava Jato, na qual estão implicados, até o pescoço, ambos os setores em conflito e um setor da própria “esquerda”.

    Mas, acima de tudo, essa crise é a manifestação do fracasso do chamado regime “democrático” que em 20 anos serviu apenas para alimentar mais a corrupção e a exploração. Produzir mais riqueza para uns poucos e pobreza para as grandes maiorias, em particular para a classe trabalhadora que todos os dias sofre demissões, suspensões coletivas, violação de seus direitos, criminalização de seus líderes e mesmo a repressão.

    Hoje a “esquerda” reformista celebra junto com o governo e procura sustentar a mesma ordem de coisas, de modo que, com outras caras e discursos, em essência, tudo permanece o mesmo.

    Qual é a saída para os interesses operários e populares?
    A saída não é mais eleições. A saída não está nas mãos de outros exploradores e corruptos ou em sua “democracia”.

    O Partido Socialista dos Trabalhadores, afirma que a saída é uma insurreição que realmente coloque todos para fora: que derrote a resistência da maioria no congresso e impeça a subida de Araoz, o responsável pelo massacre de Bagua. Mas também que derrube Vizcarra com sua agenda do CONFIEP e sua reforma trabalhista.

    Para que todos sejam derrubados. Acabar com essa falsa democracia de exploradores e corruptos. Para acabar com o modelo econômico que enriquece os ricos e nos torna mais pobres. Para acabar com as demissões e a prepotência patronal, precisamos de uma revolução que estabeleça um novo poder: um governo dos trabalhadores baseado em uma assembleia popular.

    Para fazer isso, precisamos ir para as ruas, agora. Os comitês de luta em cada fábrica e bairro devem ser criados para centralizar e organizar a mobilização. O poder operário e popular deve ser construído. A Central Geral dos Trabalhadores do Peru – CGTP não deve prestar-se ao jogo de se alinhar com um dos setores, mas sim convocar uma greve geral insurrecional para colocar o poder nas mãos dos trabalhadores e do povo pobre.

    Tradução: Lena Souza