Governador gaúcho encaminha reforma da Previdência

O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), encaminhou à Assembléia Legislativa o projeto de reforma da Previdência para o Estado. O projeto, que deve ser votado até o final do mês de março, pretende implementar um duro ataque aos direitos dos servidores estaduais e privatizar a Previdência. Se aprovado, de imediato haverá um confisco salarial de 3,1%.

A reforma proposta abre caminho para o desmonte de uma das principais conquistas dos servidores gaúchos, o Instituto de Previdência do Estado (IPE). O Instituto atende 875 mil servidores e dependentes e é fundamental para o sistema de saúde geral.

Toda a bancada do PT na Assembléia está a favor pela aprovação da reforma em Brasília. No movimento dos servidores, a maioria de entidades apóia o governo. Destes se esperava muito pouco, porém, do CPERS/Sindicato – esperava-se outra postura.

Nos fóruns do CPERS, os militantes do PSTU apresentaram a proposta de uma campanha contrária à aprovação do projeto. Não foi aprovada. A maioria da direção (Articulação Sindical e Democracia Socialista) decidiu apenas “apresentar emendas” ao projeto.

A POSIÇÃO DOS “RADICAIS”

O MES (Movimento Esquerda Socialista, corrente da deputada Luciana Genro)não só votou junto com a diretoria como foi a corrente que esteve na linha de frente da defesa da proposta.

A posição do MES é muito importante, pois além de ser a ala esquerda, é parte significativa do sindicato.

Questionadas sobre sua posição, as companheiras justificam que, como perdemos em Brasília, não há como barrar no Estado. Perguntamos as companheiras também se por acaso a hoje deputada federal Luciana Genro estivesse no parlamento gaúcho votaria contra como fez em Brasília, ou apresentaria emendas? Pela posição da corrente no CPERS, a deputada apresentaria emendas e votaria no projeto.

Isso é um grave erro. Na nossa opinião, as companheiras do MES devem rever sua posição, chamar a luta para derrotar este projeto e exigir que os deputados comprometidos com os servidores votem contra a proposta, desencadeando uma campanha pública diferente da maioria do CPERS.

Post author Altemir Cozer,
de Porto Alegre (RS)
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