`Eu não peço desculpas`

O ex-lanterneiro Ênnio de Freitas, de 76 anos, morreu no dia 13, no segundo dia de uma peregrinação pelos postos do INSS de Brasília (DF). Ênnio buscava informações para pedir a revisão de sua aposentadoria e passou mal na frente do posto de Taguatinga. Como ele, milhares foram aos postos do INSS, que, só em São Paulo, tiveram um aumento de 40% no atendimento.

Esse movimento somou-se à corrida dos idosos para provar ao governo que estão vivos. A estúpida exigência de recadastramento provocou longas e penosas filas. Em Sorocaba (SP), esta era tão grande que alguns desonestos madrugavam e vendiam seus lugares pela manhã.

Ao exigir que idosos com mais de 90 anos provassem que estão vivos, o ministro Berzoini fez como FHC, que chamou os aposentados de vagabundos. Ele ainda se recusou, mas, com o desgaste, teve de pedir desculpas.
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