Em reunião na última sexta-feira (25), a Secretaria Executiva Nacional da CSP-Conlutas debateu a realização do próximo dia nacional de mobilizações contra o governo Bolsonaro, convocado para 9 de abril. A resolução é que todas as entidades e movimentos filiados empenhem todos os esforços para a organização de um forte dia de lutas.

A crise social que se abate sobre a classe trabalhadora, especialmente os setores oprimidos e mais pobres, se agrava a cada dia, fruto da política ultraliberal e de ultradireita desse governo nefasto. O entendimento é de que a luta direta é o caminho para a defesa da nossa classe e, por isso, é preciso intensificar cada vez mais as mobilizações e unificar as lutas.

O dia 9 foi aprovado pela Campanha Nacional Fora Bolsonaro, como parte do calendário de lutas unitário deste ano, em reunião, no último dia 15. A coordenação da Campanha destacou que a piora nas condições de vida do povo brasileiro exige a continuidade da luta nas ruas por medidas para enfrentar a fome, o desemprego e a carestia.

“Os aumentos nos combustíveis e no gás de cozinha continuam. O preço da gasolina dobrou em pouco mais de um ano. Isto tem impacto direto na vida das pessoas, gerando ainda mais inflação e carestia. A recuperação econômica é lenta. Estamos trocando empregos com carteira por ocupações precárias. O desemprego segue alarmante”, foi destacado.

Entretanto, a coordenação alterou a palavra de ordem da data de “Fora Bolsonaro, já!” – usada em todas as mobilizações no ano passado – para “Bolsonaro Nunca Mais”, o que acaba por adaptar o chamado ao calendário eleitoral, o que é um equívoco. Afinal, a luta para tirar Bolsonaro e Mourão segue sendo uma tarefa urgente e imediata em defesa da vida, dos empregos e direitos.

A CSP-Conlutas vai às ruas para exigir Fora Bolsonaro e Mourão, já!, bem como para exigir medidas emergenciais e estruturais em defesa da classe trabalhadora diante da atual crise, como a redução e congelamento dos preços dos alimentos e combustíveis; a revogação das reformas Trabalhista e da Previdência; a redução da jornada para gerar empregos, entre outras, que constam do Programa da Classe Trabalhadora, elaborado pela Central (confira aqui).

Avançar e unificar as lutas

Este ano, importantes dias de luta já ocorreram com as manifestações do 8 de Março – Dia Internacional das Mulheres  e o Dia Nacional de Protestos da Campanha Despejo Zero, organizado pelos movimentos populares da cidade e do campo em várias regiões do país, no último dia 17.

Além do dia 9 de abril, o calendário de luta inclui outras importantes datas e mobilizações do próximo período.

Entre os dias 4 e 14 de abril, os povos indígenas de todo o país realizam mais um Acampamento Terra Livre, em Brasília (DF), na luta contra os ataques do governo Bolsonaro e do Congresso, que querem aprovar várias medidas que compõem o “Pacote da Destruição” do meio ambiente e dos direitos dos povos originários.

O tradicional dia 1° de Maio, dia internacional de luta da classe trabalhadora, também já está no calendário unitário de mobilizações por empregos, direitos, em defesa da vida e das liberdades democráticas.

Vamos à luta

A CSP-Conlutas orienta que todas as entidades e movimentos filiados se coloquem à frente preparação e organização deste dia de luta em suas bases e atos unificados.

Os trabalhadores e o povo pobre estão sofrendo cada vez mais com a carestia dos alimentos, o preço do gás de cozinha e dos combustíveis, com o desemprego, o aumento da miséria e da fome agora. Portanto, por fim ao governo de Bolsonaro é uma necessidade para agora e não esperar até as eleições de outubro”, afirma o dirigente da SEN Atnágoras Lopes.