CSP-Conlutas discute preparativos para ações contra o G20 na Argentina

    Dia 30 tem grande marcha em Buenos Aires contra o G20 e suas políticas de austericídio

    No dia 9 de novembro, a CSP-Conlutas esteve novamente na Argentina em reunião organizativa para a grande Marcha de protesto contra o Encontro da cúpula do G20, que ocorrerá em 30 de novembro e 1º de dezembro no país, em Buenos Aires.

    O membro do Setorial Internacional da central, Herbert Claros, esteve presente representando a CSP-Conlutas no encontro mais recente da Confluência G20, grupo que reúne organizações envolvidas nessa mobilização.

    Foram discutidos planos de organização para a realização de paineis e debates que são as atividades da chamada “Contra Cumbre” (Contra Encontro), previstas para serem realizadas nos dias que antecedem o evento do G20, nos dias 28 e 29 de novembro.

    A CSP-Conlutas e a União Sindical Solidaires apresentarão a Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas no dia 28, na Faculdade de Ciências Sociais da Universidade de Buenos Aires. O objetivo é relatar o trabalho internacionalista da central e demais principais entidades e como nos organizamos com outras organizações sindicais e de movimentos populares em outros países do mundo.

    No dia 29, atividades estão previstas para ocorrer em tendas. Essa parte da Contra Cumbre acontecerá em frente ao Congresso Nacional. Nossa central pretende nesse dia realizar mesa de discussão sobre as eleições no Brasil e nossa luta contra o presidente recém eleito, Jair Bolsonaro.

    No dia 30, uma grande marcha tomará as ruas da capital argentina, com movimentos e organizações locais e internacionais, sobretudo dos países latino-americanos. Em apoio, atividades estão previstas para ocorrer nas principais capitais ao redor do mundo. Em São Paulo, um ato será realizado em frente ao Consulado Argentino, na Avenida Paulista, a partir das 17h.

    Apoio a Daniel Ruiz
    Na mesma ocasião dessa última ida para a Argentina, o dirigente Herbert Claros visitou o dirigente sindical e petroleiro de Chubut, Daniel Ruizno presídio federal Marcos Paz. Ele conta que o ativista “segue forte e se mostrou muito firme”, e que as expressões de apoio têm colaborado para manter sua força. “Ele mandou um abraço a todos os que estão envolvidos de alguma maneira na campanha pela sua libertação e entregou uma carta de agradecimentos [confira AQUI] a todos da Rede Sindical Internacional e CSP-Conlutas”, relatou.

    O dirigente entregou a Daniel diversas cartas em solidariedade, enviadas por pessoas do Brasil e de outros países. O ativista argentino é um preso político do governo Macri que segue detido desde o dia 12 de setembro. Foi preso por lutar contra as reformas da Previdência e trabalhista na Argentina e pelo apoio a outras lutas de trabalhadores e também contra o G20.

    CSP-Conlutas