Conheça os jogadores que vão legitimar a ocupação imperialista no Haiti

O técnico Carlos Alberto Parreira convocou nesta terça-feira, 3 de agosto, 18 jogadores para o amistoso da Seleção Brasileira, contra o Haiti, dia 18, em Porto Príncipe, capital do país. A partida está sendo divulgada como o “amistoso da Paz“, mas, na verdade, serve para mascarar a ocupação do imperialismo no país, após a retirada do presidente Aristide por tropas norte-americanas.

Acoado pelas resistências às ocupações no Iraque e no Afeganistão, os EUA articularam uma força internacional, para poder deslocar suas tropas do Haiti. Esta força hoje é comandada pelo Brasil, cujos 1.200 soldados causam menos antipatia na população do que os norte-americanos. Os haitianos adoram o futebol brasileiro, a ponto de, na Copa de 2002, transformar todos os dias de jogos da nossa Seleção em feriados nacionais. “Quando vejo o Brasil jogar, é como uma droga. Minha fome e meus problemas vão embora”, declarou Jacques Milien, morador de uma favela em Porto Príncipe.

Veja os 18 convocados por Carlos Alberto Parreira. Só para lembrar: a renda per capita dos jogadores brasileiros é de US$ 5,2 milhões por ano, enquanto a dos haitianos é de US$ 440.

Goleiros
Dida – Milan (ITA) e Júlio César – Flamengo

Laterais
Cafu – Milan (ITA), Belletti – Barcelona (ESP), Roberto Carlos – Real Madrid (ESP)

Zagueiros
Roque Junior – Bayern Leverkusen (ALE), Edmilson – Barcelona (ESP), Juan – Bayern Leverkusen (ALE) e Lucio – Bayern Munique (ALE)

Meio-campistas
Juninho Pernambucano – Lyon (FRA), Renato – Sevilha (ESP), Gilberto Silva – Arsenal (ING), Zé Roberto – Bayern Munique (ALE), Kaká – Milan (ITA) e Edu – Arsenal (ING)

Atacantes
Ronaldinho Gaúcho – Barcelona (ESP), Ronaldo – Real Madrid (ESP) e Adriano – Internazionale (ITA)

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