A luta contra a PEC 40 continua

A aprovação da PEC-40 em primeiro turno na Câmara não foi suficiente para desanimar os servidores públicos. No dia 19 de agosto, cerca de 20 mil pessoas, de vários estados do país, participaram da terceira marcha contra a reforma da Previdência. A mobilização, organizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e pela CUT, foi um ato pacífico e demonstrou, mais uma vez, a força do movimento sindical em defesa dos direitos dos trabalhadores brasileiros. O objetivo principal do ato foi pressionar os parlamentares a votarem contrários à proposta que está no Congresso Nacional para segunda votação.

Concentrados em frente à Catedral de Brasília desde às 9h, os servidores públicos entoavam palavras de ordem e agitavam bandeiras, aguardando o início da Marcha, que começou às 11h, pouco depois do trânsito ter sido fechado no Eixo Monumental. Ao contrário da última manifestação, onde alguns baderneiros quebraram vidraças do Congresso Nacional, a passeata ocorreu sem nenhum incidente, em clima de tranqüilidade. A Polícia Militar, que havia disponibilizado 1.000 homens da última vez, reforçou o policiamento e colocou 3.500 homens na Esplanada.

Quase ao meio-dia, em frente ao Ministério da Previdência, foi realizado o primeiro ato público da Marcha. A deputada federal Alice Portugal (PC do B-BA), que votou contra a PEC-40, fez um discurso contra a reforma.

Pouco depois das 13h, os participantes concentraram-se na entrada do Congresso Nacional, mas a Polícia Militar montou um forte cerco ao prédio para evitar qualquer incidente. Foi organizado outro ato público. Parlamentares contrários à Reforma subiram no caminhão de som e discursaram. A senadora Heloísa Helena (PT-AL) foi ovacionada mas o presidente da CUT, Luiz Marinho, foi vaiado pelos manifestantes e não conseguiu discursar.

A manifestação terminou por volta das 14h, com um ato simbólico, onde os participantes fincaram 30 cruzes no gramado do Congresso e esticaram 30 faixas com pinturas de bonecos, simbolizando a falência da educação no país. Fonte: ANDES-SN