15 de outubro: Defender a educação pública em Alagoas e em todo o Brasil

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Ato em Maceió no dia 30 de agosto também exigia maisdinheiro para a educação

O dia 15 de outubro é feriado nacional para os educadores, dia em que se comemora o Dia dos Professores. Porém, em vez de comemoração, o que vemos em todo o Brasil é o descaso com a educação. Como exemplo, temos a greve dos professores da rede municipal do Rio de Janeiro, que já dura mais de 60 dias.

Alagoas: o PSDB sucateando a educação
Em Alagoas, a educação sofre um eterno processo de sucateamento e precarização. A educação estadual possui índices extremamente negativos, de acordo com dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgados em setembro.

O estado tem o menor número de jovens de 18 anos ou mais com ensino fundamental completo; 40,57% desta parcela da população concluiu o nível fundamental. O índice de Alagoas fica abaixo da média do Brasil, que é de 54,92%.

É importante ressaltar que 80% das crianças da capital Maceió, que deveriam estar em sala de aula, não têm acesso à educação básica, segundo dados da própria Secretária de Educação de Maceió, Ana Dayse (PSDB). Estes números retratam o quadro alarmante da rede municipal: cerca de 300 professores efetivos estão afastados por problemas de saúde.

Recentemente, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) contratou mais professores efetivos para substituição dos que se afastaram ou abandonaram a profissão. Estas contratações referem-se a trabalhadores temporários. Mais conhecidos como monitores, esses trabalhadores quase não possuem direitos e sofrem com os atrasos recorrentes de salário e a falta de estabilidade no emprego.

Acaba de abrir concurso público para professor do estado. Porém este acontecimento só se deu depois de muita pressão dos setores da educação. O governador de Alagoas, Téo Vilela (PSDB) e o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB) trazem em seus governos heranças diretas dos usineiros de Alagoas e seus desmandos no estado.

É importante que todos os trabalhadores da educação se mobilizem diretamente contra os planos de Téo e Rui para a Educação.

Para onde vai a direção do Sinteal?
Enquanto todo este processo de precarização segue, a direção do Sinteal, mais uma vez, baixa o tom de críticas ao governo do Estado. O sindicato não emitiu sequer uma nota pública em solidariedade à greve dos professores do Rio, tampouco convocou um ato em solidariedade à greve. Qual o motivo do silêncio do Sinteal em relação à greve desses trabalhadores?

Estes docentes lutaram contra a Polícia Militar do Rio, que os expulsou da Câmara de Vereadores da cidade de forma truculenta. Neste contexto, foi aprovado um Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) extremamente precarizado. Na luta contra o prefeito Eduardo Paes (PMDB), os professores conseguiram uma liminar que suspendeu a aprovação do PCCR.

Este silêncio, na prática, é parte da atitude dos sindicatos ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) em todo o Brasil. Isto apenas demonstra a integração completa dessa central aos governos, em especial o prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), cujo vice-prefeito é do PT. Este silêncio recai também em relação aos ataques que os movimentos sociais vêm sofrendo em todo o Brasil.

Para o PSTU-AL, o dia dos professores é um dia de luta! Luta em defesa da educação pública com qualidade, tanto para professores quanto para alunos. Uma educação de qualidade só pode existir mediante uma política de valorização da carreira docente e do financiamento para construção de boas condições de ensino.

Dia do professor é dia de luta!
Chega de precarização na rede pública!
Salário mínimo do Dieese para os professores!
Que a direção do Sinteal se posicione em relação à greve do RJ!

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