Uma proposta para o povo brasileiro e não para o capitalismo

Os números reais apresentados neste documento são mais do que suficientes para justificar a proposta que busca a solução para o povo brasileiro e não para o capitalismo:

a) retomar do monopólio estatal da exploração e extração do petróleo;

b) transformar a Petrobras, empresa de capital mista, numa empresa totalmente estatal em regime de empresa pública federal sob controle da União Federal, com capital exclusivo da mesma;

c) acabar com a Agência Nacional do Petróleo (ANP);

d) por fim nos leilões e retomar as áreas já leiloadas, sem indenização;

e) colocar o Fundo Social Soberano a ser criado pelo governo sob controle dos trabalhadores e das entidades dos movimentos sociais;

f) reduzir os preços dos combustíveis, em especial da gasolina e do gás de cozinha.

Em nome da ganância por lucro, o capitalismo já violou a capacidade de carga do planeta Terra
Colin J. Campbell vive afirmando e reafirmando que embora não existam desafios técnicos especiais para medir a reserva de um campo petrolífero ou para avaliar o potencial de novas descobertas, os dados das Big Oil Companies e das instituições governamentais são notoriamente falíveis e incoerentes, o que permite, por sua vez, o espectro completo do parecer infundado. É assim porque existe muito interesse das Big Oil e dos governos em confundir a sociedade. Talvez por isso, Campbell admita que o tema – geopolítica do petróleo – seja uma tarefa difícil e sensível, mas que todo ano ele vai tentar atualizar a avaliação dos recursos petrolíferos e o tamanho da destruição para que a sociedade tenha pelo menos o direito a uma justa avaliação da situação catastrófica.

A Associação para o Estudo do Pico de Petróleo e Gás (ASPO) representa uma crescente conscientização desse problema trágico que afeta toda a humanidade, acelerando o desenvolvimento do processo natural de sua extinção. A preocupação única da ASPO é o respeito ao limite da capacidade de carga do planeta Terra em relação aos recursos naturais não renováveis, finitos, que são explorados e extraídos de maneira irracional pelo capitalismo imperialista. A depleção do petróleo, que é a essência da teoria de Colin J. Campbell, tem sido o princípio básico aplicado pela ASPO para avaliar o quanto é destruído pelas Big Oil.

Toda essa mobilização até a chegada da ASPO começa com a teoria do pico de petróleo, elaborada por Marion King Hubbert. A ASPO coloca as verdades de forma muito simples. Hoje, a humanidade está sentada no planalto da curva do sino, no seu ponto mais elevado, o pico mundial de petróleo, na iminência de deslizar para o abismo. Enquanto isso, os líderes políticos em todo o mundo continuam acreditando que ainda há tempo para encontrar alternativas sensatas ao petróleo.

O alerta da ASPO nos leva a concluir que a humanidade necessita não apenas de alta tecnologia, mas de um novo tipo de sociedade que possa garantir sua sobrevivência no planeta. Uma sociedade que planeja a utilização do que ainda resta de recursos naturais não renováveis, eliminando por completo a ganância por lucro.

O alerta da ASPO também nos leva a concluir que a humanidade teve sua chance de evoluir gradualmente para uma economia sustentável, mas, com a existência do capitalismo que é eficaz na destruição de forças produtivas, essa oportunidade foi desperdiçada.

É evidente que crescerá ainda mais a ilha de concentração de riqueza rodeada por um imenso mar de miséria. A diminuição da oferta de energia baseada em petróleo, agora cada vez mais caro, trará inevitáveis e profundas repercussões sobre a suposta prosperidade econômica do capitalismo imperialista no mundo, especialmente no que diz respeito ao comércio e abastecimento alimentar, crescendo a fome da imensa maioria da humanidade.

É isso que está em jogo: a sobrevivência da espécie humana no planeta Terra. Por isso, é enorme a responsabilidade de cada um de nós, os humanos que, com certeza, dão preferência à vida saudável ao invés do lucro exacerbado das Big Oil do imperialismo que já colocou a humanidade à beira do abismo.

O recado foi dado pela ASPO. Agora, a humanidade precisa acelerar sua resposta, enquanto ainda há tempo. Para que essa resposta seja dada em nenhum momento podemos negligenciar a completa compreensão da situação atual da humanidade, pois um novo cenário mundial foi posto a partir do pico de petróleo, alcançado em 2005. O que significa que o limite da capacidade máxima de extração de petróleo já foi alcançado. E o aumento ganancioso pelo lucro da economia capitalista imperialista mergulha a imensa maioria da humanidade sob enorme recessão que caminha para uma depressão pior do que a de 1929.