Operários da construção civil de Belém vão à luta por salário

Assembleia dos trabalhadores da Construção reuniu 2 mil

Cresce a disposição de greve diante da intransigência da patronalAssembleia que reuniu cerca de dois mil trabalhadores fechou no último dia 28 a principal rua do sindicato da Construção Civil de Belém. A categoria está em plena campanha salarial.

Os operários rejeitaram a proposta da patronal, que oferecia apenas 5% de reajuste. A campanha salarial deste ano é unificada em todo o estado do Pará, o que torna a luta dos trabalhadores da construção civil, mais forte e combativa.

Na última quarta-feira, dia 26, ocorreu uma reunião entre os sindicatos da construção civil e a patronal. Os patrões, que na 1ª proposta haviam oferecido 4,5% de aumento, nesta reunião aumentaram apenas 0,5% da proposta original, alegando não possuírem condições de fazer uma proposta melhor.

Uma grande contradição, já que o setor da construção civil foi um dos setores que mais cresceram e geraram empregos, segundo o IBGE, a nível nacional. O sindicato fez uma contraproposta em cima do piso salarial da categoria, reivindicando que o servente de pedreiro, que hoje ganha R$ 480,00, passe a ganhar R$ 550,00 e o profissional, que ganha atualmente R$ 680,00, passe a ganhar R$ 780,00, além de 7% para as outras faixas.

O sindicato também pede a PLR (Participação nos Lucros e Resultados) no valor de R$ 300,00, diminuição do percentual de desconto do vale-transporte para 3% e garantia do pagamento do salário do trabalhador acidentado até o recebimento da 1ª parcela do benefício pago pelo INSS. Se passasse a proposta da patronal, o servente passaria a ganhar apenas R$ 504,00 e o profissional apenas R$ 714,00.

Há, entre os trabalhadores nos canteiros de obras, um grande clima de insatisfação e revolta e um indicativo muito forte de greve anunciada. Uma nova assembléia no dia 1º de setembro deve decidir os rumos da campanha. “Se até lá a patronal não acenar com nenhuma proposta viável para a categoria, a ordem é greve geral por tempo indeterminado”, afirma Aílson Cunha, Coordenador Geral do Sindicato da Construção Civil de Belém.