Uma história de classe

No dia 8 de março de 1857, operárias têxteis de Nova Iorque saíram às ruas em passeata, protestando contra as péssimas condições de trabalho e os salários baixos que recebiam. Na volta, quando estavam reunidas no interior da fábrica, foram surpreendidas com uma ordem criminosa dos patrões para incendiar o galpão. O resultado foi a morte de 129 trabalhadoras.

Esta é uma das versões para o 8 de Março. A verdade é que, neste sistema capitalista em que vivemos, as mulheres sempre estiveram presentes nas lutas.

1848 – Levante, na Prússia, pelo direito ao sufrágio feminino

1900-1907 – Movimento das sufragistas pelo voto feminino nos EUA e na Inglaterra

1907 – I Conferência da Internacional Socialista, em Stuttgart, com a presença de Clara Zetkin, Rosa Luxemburgo e Alexandra Kollontai. Uma das principais resoluções: “Todos os partidos socialistas do mundo devem lutar pelo sufrágio feminino”

1910 – Em Nova Iorque, uma greve que paralisava as fábricas de tecido da cidade durou três meses. Dos trinta mil grevistas, 80% eram mulheres.

1911 – Durante uma nova greve de tecelãs e tecelões, em Nova Iorque, morrem 134 grevistas num incêndio devido à falta de condições de segurança

1917 – No dia 8 de Março, 23 de fevereiro no calendário russo, estoura uma greve das tecelãs de Petrogrado, gerando uma grande manifestação que deu início ao “ensaio geral” da Revolução Russa

2009 – A nova crise do capitalismo, que desemprega milhares de trabalhadoras e trabalhadores em todo o mundo, começa a impulsionar novamente a mulheres a estarem na rua para lutar pelos seus direitos contra a exploração e a opressão

Post author Secretaria Nacional de Mulheres do PSTU
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