TV peruana divulga cenas de agressão policial a gays

No Brasil, caso em Santo André foi abafado. Basta de violência homofóbica! Contra a violência policial sofrida por travestis na América LatinaNo último dia 11 de março, foi noticiada mundialmente a agressão de uma travesti e seu parceiro por parte da polícia do Peru. O vídeo da agressão encontra-se em sites pela internet, e mostra a crueldade utilizada por membros de uma ronda policial, exibindo não somente violência verbal e física, mas também a humilhação a qual é submetida essa travesti, mediante uso de golpes, insultos, corte de seu cabelo, ordens que fique nua. Na seqüência, ordenam que realize exercícios físicos similares aos difundidos em treinamentos militares, até que a trevesti caia exausta, quando será novamente ridicularizada.

Em janeiro do ano passado, foi levado ao conhecimento público a violência praticada pela polícia contra travestis em Santo André, quando policiais militares invadiram uma antiga fábrica localizada na Avenida Industrial, onde residem dezenas de travestis, e começaram a atear fogo em roupas e documentos e a quebrar os móveis. Um cachorro de uma das travestis chegou a ser queimado vivo e os remédios de duas portadoras de HIV foram jogados fora. O caso, no entanto, não teve a repercussão que merecia para toda a sociedade.

Não é possível aceitar mais este caso de violência contra gays, lésbicas, travestis e transsexuais. É necessária e urgente a unidade de todos para barrar a homofobia. O preconceito contra homossexuais é também uma das bases de sustentação do capitalismo, sistema que não a criou, mas que sistematiza, alimenta e se beneficia dela, permitindo que os homossexuais ocupem postos de trabalho precarizados, com baixos salários, com quase nenhuma assistência à saúde, sem contar com alguns dos direitos civis básicos como união civil, direito à pensão, planos de saúde etc.

A luta contra a homofobia é de todos os trabalhadores. É preciso unificar todo o movimento junto a esta e aos demais setores oprimidos e explorados para fortalecer nossa luta. É nesse marco que chamamos a todos os gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transgêneros a se unirem em torno a um programa que possa combater, até o fim a opressão homofóbica.

  • Basta de agressão contra travestis e homossexuais!
  • Pela punição exemplar dos agressores!
  • Pela organização dos oprimidos contra seus opressores, como única forma de acabar com a homofobia!